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[Off-Topic] Maldita Lei de Regulamentação está de volta!
on August 22, 2009
Update 08/09/2009: Pequena menção numa notícia do Yahoo! Notícias sobre este assunto.
Update 26/08/2009: Excelente análise histórica sobre uma boa proposta de lei que já havia sido recusada uma vez, pelo Gizmodo
Update: 25/08/2009: Acabei de colocar um longo texto de argumentação sobre a Lei neste artigo.
Está nas notícias :
A proposta que regulamenta o exercício da profissão de analista de sistemas foi aprovada nesta quarta-feira, 19, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O projeto de lei (PLS 607/07), de autoria do senador Expedito Júnior, segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.
Pelo substitutivo anteriormente aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) e acolhido pelo relator na CCJ, senador Marconi Perillo, somente profissionais com diploma superior em análise de sistemas, ciência da computação ou processamento de dados poderão exercer a profissão de analista de sistemas.
Recomendo que todos releiam meu artigo do ano passado sobre esse tema. Esta lei é uma grande palhaçada, criada pelo tal Expedido Júnior, acolhido pelo tal Marconi Perillo.
Texto da Proposta de Lei
Resolvi dar uma passada mais detalhada sobre o texto. A proposta original foi o fracassado Projeto de Lei no 1.947, de 2003 do Eduardo Paes que foi, felizmente, arquivada. Então, não contente, foi apresentada pelo Expedito Júnior o desastroso Projeto de Lei no 607, de 2007. Recomendo que todos leiam a versão original primeiro, que pode ser baixada em PDF neste link.
A primeira instância de análise foi na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática, publicado em 05/03/2008. A análise não é totalmente ruim, mas tem vários pontos falhos de interpretação (vou reservar a opinião de má-fé ou preguiça em uma análise mais apurada), na minha opinião. Por exemplo, primeiro ele cita opinião do SBC – Sociedade Brasileira de Computação – que diz o seguinte:
Segundo informação divulgada pela própria SBC, o importante na regulamentação da profissão é a observação de determinados princípios como o livre exercício dos ofícios relacionados à área de informática. Assim, nenhum conselho de profissão poderia criar qualquer impedimento ou restrição ao princípio acima, devendo a área ser auto-regulada.
Está correto, acho que todos os profissionais da área concordam com isso, mas no parágrafo seguinte a interpretação é errada (obviamente feita por alguém de fora da área):
No caso em tela não se trata disso, pois o art. 2o estabelece que “poderão” exercer a profissão de Analista de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, o que amplia sobremaneira as possibilidades de enquadramento profissional, abrangendo praticamente todos os cursos superiores na área de informática.
Para deixar claro, o art. 2o diz o seguinte:
Art. 2° Poderão exercer a profissão de Analista de Sistemas no País:
I – os possuidores de diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados, expedido por escolas oficiais ou reconhecidas;
II – os diplomados por escolas estrangeiras reconhecidas pelas leis de seu País e que revalidarem seus diplomas de acordo com a legislação em vigor;
III – os que, na data de entrada em vigor desta Lei, tenham exercido, comprovadamente, durante o período de, no mínimo cinco anos, a função de Analista de Sistemas
Ou seja, a interpretação deixa completamente de fora autodidatas e estudiosos que tiveram a escolha de não se formar por diversos motivos (vide meu artigo Devo fazer Faculdade?). Este artigo claramente exclui uma ampla quantidade de profissionais dos mais qualificados. Mesmo o inciso III não deixa claro o que significa exercício comprovado por 5 anos ou mais. Se refere a carteira assinada? Se refere a notas fiscais a clientes que adquiriram serviços de informática? Quais os critérios?
A análise prossegue com a afirmação:
O art. 4o do projeto, ao estabelecer quais as suas atividades e atribuições, não restringe a atuação de outros profissionais. Também não é estabelecida nenhuma exclusividade ou fixado que determinada atividade ou atribuição será privativa do portador de diploma das profissões antes referidas.
O Art. 4o define atividades como definição, gerenciamento, coordenação de projetos de software, incluindo explicitamente a “codificação”. Ou seja, todas as atividades de gerentes de projetos, arquitetos, programadores e afins. E no mesmo artigo temos o seguinte:
Parágrafo único. É privativa do Analista de Sistemas a responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios ou pareceres técnicos.
Eu posso estar interpretando errado, mas me parece claramente que este parágrafo é exclusivo e, novamente, exclui a fatia dos programadores autodidatas. E a análise segue com um FUD:
Não se imagina que o centro de processamento de dados de um órgão público, de instituições do sistema financeiro ou mesmo de empresas privadas possa prescindir de responsabilidade técnica de caráter profissional, considerada a interface e a sinergia que se cria com os cidadãos, clientes e consumidores.
Na minha opinião esta é justamente a justificativa errada sendo utilizada na grande maioria dos argumentos a favor da lei: a de que automaticamente um profissional formado é necessariamente muito superior que um profissional autodidata mais experiente. E esta é a toda a base da minha argumentação no meu artigo do ano passado sobre o assunto. Recomendo a leitura cuidadosa disso.
Para não dizer que a análise é totalmente ruim, pelo menos foi sugerida a retirada das parte mais ofensoras, no caso:
- supressão dos artigos 7o até o art. 33, que criam o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Informática;
- exclusão, no inciso III do art. 2o, da oração “… e que requeiram o respectivo registro aos Conselhos Regionais de Informática”;
- exclusão, no inciso II do art. 3o, da oração “… e que requeiram o respectivo registro aos Conselhos Regionais de Informática”;
Então, o motivo de toda esta algazarra que foi a aprovação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, publicado no dia 19/08/2009. A proposta foi acatada com todas as modificações sugeridas pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática listadas acima.
Felizmente, a supressão dos artigos 7o. até o art. 33 foi mantido:
… há inconstitucionalidade de natureza formal nos dispositivos que versam sobre a fiscalização e o exercício da profissão, bem como sobre o registro dos profissionais e o pagamento de taxas … Dessa forma, os citados artigos estão marcados pela eiva de inconstitucionalidade, pois é vedada a iniciativa parlamentar para criar órgãos públicos e atribuir-lhes funções, por força do supramencionado preceito da Lei Maior …
Para clarear, isso retira os capítulos que definem os órgãos fiscalizadores, o Conselho Federal de Informática, os Conselhos Regionais de Informática, sobre Registro e Fiscalização Profissional, sobre Anuidades, Emolumentos e Taxas e, finalmente, Infrações e Penalidades. Estas seriam as partes mais danosas caso implementadas. Espero que se mantenha assim.
O Sétimo Elemento
Desde 20/08/2009 o substitutivo da proposta está em tramitação aguardando relator na Comissão de Assuntos Sociais, onde ela pode ser aprovada ou arquivada. Pelo andar da carruagem me parece que ela vai ser aprovada sem grandes problemas, o que é péssimo!
Continua valendo meus argumentos no artigo Vamos impedir a Regulamentação do ano passado. Apesar da desistência dos artigos que criam toda a mecânica burocrática governamental e as penalidades, ainda assim é uma lei muito ruim para todo o mercado. Pior, o tal art. 7o do substitutivo atual me deixa muito apreensivo:
Art. 7o O Poder Executivo responsabilizar-se-á pela fiscalização e supervisão do exercício da profissão de Analista de Sistemas, e pelo registro dos profissionais da Informática.
Isso substitui os artigos 7o até o art. 33 em um único artigo que não define nada e deixa completamente em aberto e arbitrário o que o Executivo fará em termos de fiscalização e registro dos profissionais. Ou seja, no fundo tudo que foi retirado continua implicitamente válido.
Este artigo não existia na versão da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática de 2008. Ela foi a única coisa acrescentada na versão da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovada em 19/08/2009 e é, na minha opinião, a coisa que mais regrediu este texto. No relatório se lê:
Por outro lado, para dar viabilidade ao objetivo da iniciativa, desejamos acrescentar também um artigo com vistas a remeter ao Poder Executivo função de deliberar sobre as questões tratadas nos artigos aqui suprimidos. Assim, acolhemos o Substitutivo oferecido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, com acréscimo de um dispositivo.
Conclusão
Se a Comissão de Assuntos Sociais aprovar esta lei, será um enorme retrocesso no mercado nacional de informática. Esta lei tem o potencial de ser ainda mais destrutivo do que as leis de reserva de mercado de informática dos anos 80, que nos deixou quase uma década atrás do Primeiro Mundo em termos de modernização.
Como o SBC já havia mencionado, este mercado deve ser livre e auto-regulado, o que ele já é de fato. Não há nenhuma necessidade de uma regulamentação desta natureza. Como eu já disse antes, podemos conversar sobre um texto mais realista. Porém este texto em particular é por demais danoso para ser considerado. Ele precisa ser completamente reescrito por profissionais experientes atuantes na área em conjunto com toda a nova geração de desenvolvedores.
Eu não conheço paralelo dessa lei em nenhum lugar do mundo (peço que se alguém souber, comente neste artigo). Ela efetivamente restringe a atividade, partindo da premissa errada de que profissionais formados são necessariamente melhores do que profissionais autodidatas, o que é, por experiência própria, muito falso. Na realidade, alguns dos melhores com quem eu já trabalhei nesses últimos 15 anos não eram formados.
A grande maioria das pessoas a favor se dividem em duas categorias: as que leram a proposta de lei e suas tramitações e as que não leram. As que não leram simplesmente não sabem do que estão falando.
As que leram e ainda assim concordam são justamente os maus profissionais que não conseguem competir com os autodidatas, querendo usar apenas a força das “credenciais” como critério. Este mercado se auto-regula à medida que os maus profissionais são naturalmente excluídos do mercado, indo cada vez mais para atividades de menor importância. Também se confunde as carreiras de “codificador” e “desenvolvedor”. O primeiro é um commodity que se aproxima muito de um datilógrafo, apenas tentando traduzir diagramas e requerimentos em formato de código, sem qualquer atenção à qualidade do mesmo. Um desenvolvedor, por outro lado, é um arquiteto nato, que tem total controle sobre sua criação. O primeiro é um commodity, o segundo é a “nata” da categoria, que sobe no mercado por pura meritocracia, e seleção natural baseada em networking. Apesar de algumas exceções, eu diria que é uma implementação razoável de Laissez-faire.
Nossa área sequer tem uma metodologia de trabalho consolidada. Estamos ainda transitando entre o Taylorismo-Fordista da Engenharia Clássica de Software baseado em Waterfall, até o movimento Ágil pós-Toyotista de Lean, Scrum, XP e outros. Nossas ferramentas de hoje e de 10 anos atrás são bastante diferentes. A internet mudou completamente o rumo da profissão. São mudanças repentinas demais para se tentar regularizar. Neste tipo de circunstância, o livre mercado é a melhor forma de lidar com isso.
Portanto, baseado em tudo isso, continuo veementemente contra essa proposta de lei e espero realmente que existem pessoas de boa educação na Comissão de Assuntos Sociais para terem o bom senso de perguntar à sociedade, e a nós, categoria afetada, para então arquivar esse texto de uma vez por todas.





Alguém está tentando regulamentar a "presidência"?
Este F.D.P. cobra até 80% dos contratos que empresa de TI, se ele puder atrapalhar.. ou você paga ou desistir.
É um bandido.
Se bem que atualmente no congresso.... sem mais comentários.
Mas enfim...
Como isso é recente, ainda dará muito o que falar, e não quer dizer que será aprovado, porém se não fizermos nada logo, será aprovado sim.
Parabéns por abordar o assunto.
Infelizmente a política brasileira é assim, decisões importantíssimas são debatidas sem qualquer envolvimento da sociedade.
Se eu não puder mais trabalhar como programador, acho que vou tentar a presidência.
Se você ensinar alguém técnicas novas e essa pessoa usá-las para trabalhar como freela alguém pode interpretar isso como facilitar e te prender... WTF?Observe: "ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não inscritos ou impedidos"
Se você ensinar alguém técnicas novas e essa pessoa usá-las para trabalhar como freela alguém pode interpretar isso como facilitar e te prender... WTF?
Temos que protestar mesmo!!!!
Essa regulamentação tem lados bons que estão sendo ignorados. Tipo, tem muita gente dando uma de analista sem ter condição. Não sabem nem o que não sabem.
O que eu espero é que seja usado o mesmo princípio do jornalismo, afinal, nerd se expressa através do software que faz.
Também discordo frontalmente dessa regulamentação. Mas devemos evitar os ataques aos políticos, deixando-os apenas para as propostas. Soa como falácia, podendo enfraquecer nossa argumentação. Entendo sua intenção, e até o uso de certos recursos frente a tamanha barbaridade, mas precisamos manter a argumentação sólida.
Um abraço.
As pessoas que não forem regulamentadas e quiserem trabalhar terão que pagar alguém para assinar seu projeto, além dessa palhaçada de pagar contribuições para um conselho.
PROFISSIONAIS QUE NÃO INVESTEM TEMPO EM FORMAÇÃO PROSTITUEM O MERCADO.
É o famoso vizinho que tem um filho de 15 anos que leu um script na net, copiou, e oferece trabalho no mercado pela metade do preço do que uma pessoa formada precisaria pra viver, pra pagar as despesas do lar.
Quem é contra isso é como os tais do "100% open source e 100% de graça". Estão desvalorizando o próprio empenho, o próprio trabalho, o próprio suor.
Entendi completamente o seu artigo, e concordo contigo. Porém você afirmou que estou totalmente enganado, o que não é verdade. Eu não concordo com esse projeto de lei em específico. Nâo concordo com a maneira que os políticos aqui levam as coisas. Não concordo como o MEC avalia as instituições e com o que elas ensinam nas faculdades.
O que eu digo é que de algum tipo de regulamentação o mercado precisa. Há inúmeras empresas que são multadas por usarem sistemas gerenciais mal construídos e que geram informações incorretas para o fisco, e entra todo mundo na confusão. Quando você paga muito bem por um bom profissional, ou por um suporte de uma grande empresa, você paga pra poder responsabilizar ela por qualquer dano que sofra por mal desempenho das atividades que ela deveria realizar, e dos serviços que deveria prestar com qualidade. Se o governo quiser proteger empresas que compram software, se a justiça quiser começar a responsabilizar um desenvolvedor de um software mal feito, ele deve ter um parâmetro para isso. Não posso responsabilizar um coitado que eu simplesmente deixei livremente no mercado, ou seja, se eu quiser cobrar responsabilidade dele tenho que antes exigir que ele tenha alguma "formação". Mas isso não significa que as faculdades estão formando bons profissionais, aí já abririamos muito o leque da discussão. É uma discussão que envolve TODA a parte estratégica da educação e da política do país.
Da mesma forma eu concordo com a regulamentação de advogado, engenheiro, médico, porém elas também são muito mal regulamentadas, e com outras intenções, e prédios continuam a cair, pessoas inocentes continuam a ir para a cadeia. Mas nem por essa falha da regulamentação estar acontecendo significa dizer que não adianta ter regulamentação. Adianta sim, mas ela também tem que ser bem feita.
... continuando...
se um programador excelente que não tem formação é tão bom assim, não custa nada para ele ter um diploma, para ele cursar uma faculdade. E o fato de um mal programador que possui diploma ser beneficiado, é muito relativo, teriam que ser melhor fiscalizados os cursos, as faculdades, novamente entrariamos em outra discussão sobre o MEC, sobre a maneira como eles avaliam as instituições de ensino...
é uma longa discussão, há argumentos contra e a favor.
Exatamente por isso que eu digo que a regulamentação que deve ser bem pensada. Não significa que o que é regulamentado é por completo proibido. Regulamentar significa impor restrições, mas não significa a tudo.
Bom software é aquele que atende aos requisitos e é fácil de ser alterado e mantido. É aquele que faz o que deve fazer, e que os bug's não abalem por completo sua estrutura e o seu resultado.
Tudo está na maneira como as coisas são interpretadas. Esse projeto de lei está totalmente louco ao exigir que qualquer profissional tenha que ter formação, considerando que o que se aprende na faculdade é o suficiente. Porém o que eu digo não é que concordo com ele. O que digo é que regulamentações devem existir. Agora não interprete como se eu concorde que a regulamentação significa 100% de restrição.
Comentei por diversas linhas que concordo com a regulamentação, mas não com esse projeto de lei em específico, até porque nem li todo ele ainda.
Agora dizer que nunca será preciso certa regulamentação, principalmente nos sistemas que envolvem o fisco, que envolve certas rotinas que podem trazer consequências mais sérias, está totalmente irresponsável. Seria falta de responsabilidade dizer que não deve ter uma fiscalização maior nos funcionários que fazem softwares para avião, por exemplo. Agora repito, isso não significa que eu concorde que as faculdades sejam o suficiente, você entendeu que não é o que eu quero dizer.
Então você não é contra qualquer regulamentação, você é contra a regulamentação que está para ser aprovada, que essa sim é mais uma pro povo mamar e pra atrasar o desenvolvimento tecnológico do nosso país.
O problema da maioria das pessoas está sempre na generalização. Eu sou totalmente contra a maneira como todas as profissões são regulamentadas na atualidade.
Mas seria muita ignorância minha dizer que não deve haver regulamentação, quando na verdade quero dizer que a regulamentação que existir deve ser "inteligente" e para "melhorar" e não piorar...
Não significa que aquele negro do filme não queria cursar medicina. Ele queria sim, mas não era aceito na faculdade pelo racismo.
Alguém sabe se esse tipo de regulamentação já existe em algum outro país? Sabe Akita? Descobre ai :D
Eu acho que faculdade é necessário, não porque quem faz faculdade sabe mais ou menos do que quem não fez, mas porque ela comprova que no mínimo você foi apresentado para os assuntos pertinentes a sua formação.
Akita você é uma exceção, você largou a faculdade mas com certeza estuda e lê mais que um doutorando, só que a maioria não é assim.
Só para constar eu sou contra a regulamentação dessa forma como esta proposta, não vejo beneficios nenhum beneficio para os profissionais de TI nela.
Abs
Lógicamente, forçar alguém a estudar algo nunca foi, nem nunca será solução. Como a maioria, quase desisti da faculdade quando começei a trabalhar com desenvolvimento, pois vi que os ganhos de conhecimento eram pequenos, ganharia mais estudando sozinho, porém processegui, somente para ter o titulo de bacharel. Nem por isso digo que aprovo a regulamentação dessa forma, acredito que assim vai contra todos os excelentes profissionais sem formação academica, coisa que não é muito incomum não.
Enfim, como tudo que vem do governo é somente para roubar nosso dinheiro, eles tão nem ai.
Da migração pra Austrália.
Vamos lá:
Inglaterra: conheço duas pessoas que trabalham lá há anos e não tem formação em TI.
Austrália: Phillip Calçado, execelente profissional está trabalhando há quase dois anos ou mais por lá e não possui diploma.
EUA: Tenho dois amigos que estão em NY e nunca pergutaram se tinham diploma para trabalharem por lá.
Portugal, Italia e Espanha: Não tenho diploma, trabalhei em Portugal por quase dois anos e nunca tive problemas. Tenho conhecidos que ainda estão na Italia e Espanha e também não possuem formação.
Agora vamos as pessoas conhecidas:
Jobs, Bill Gates (se formou tem pouco tempo) são exemplos de Americanos que nunca precisaram de um pedaço de papel para atuar na área de TI.
Essa lei é uma palhaçada e ponto final.
Vocês acham mesmo que vai ter fiscalização pra isso? Na minha opnião isso não vai mudar em nada, só vamos encher o bolso dessa corja de sindicalistas de m3rd@.
Um analista terá de atender as qualificações profissionais impostas na letra da lei por esse motivo da pra pre-supor que as instituições superiores e o MAC irão precisar melhorar seu conteúdo programatico, dos cursos de sistemas, mesmo assim, não da pra dizer que o cara vai sair apto a exercer a função.
Um bacharel de medicina ou direito precisão de um instituto que comprove essa capacidade (CRM/OAB) e o mesmo pode vir a acontecer com o profissional de sistema com a regulamentação. Mesmo esse instituto não vai impedir o cara de fazer besteira assim como não impede médicos, advogados, etc mas pode filtrar o profissional sério, que realmente quer se dedicar e mostrar qualidade em seus serviços, do profissional "prostituto", que faz qualquer coisa por qualquer preço sem mostrar qualidade (com isso ajudando a aumentar o conceito de que todo sistema é ruim).
Sou a favor da regulamentação quando vinda pra somar sem prejudicar.
Não li o texto da lei para saber como ele ta se mostrando mas com certeza ele precisa dar uma brecha aos aptos sem formação de forma que não saiam prejudicados.
Concordo plenamente, e acho que os únicos beneficiados com a aprovação desta lei serão os próprios políticos, que utilizam esse tipo de mecanismo para conseguirem verbas para a votação de aumentos de salários cada vez mais promíscuos. Semana passada o nosso ilustre Sarney foi absolvido de uma série de denúncias, essa semana já anunciaram que a nossa ilustre ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, vai se afastar por algum tempo para abaixar a poeira das denúncias que estão sendo reveladas contra ela. Infelizmente a política do nosso país me envergonha e me revolta, é absurda a forma como a política no nosso país cuida apenas dos interesses dos safados e corruptos que deveriam representar os interesses do povo.
Respeito a opinião daqueles que apóiam esse tipo de lei, afinal de contas vivemos em uma democracia, mas recomendo, sinceramente, que pensem melhor a respeito, procurem ver as consequências que serão geradas pela aprovação desse tipo de decreto.
Não concordo com a idéia de que um diploma prove a competência de uma pessoa, apesar de ter alguns, e nem de que uma nota reflita o real conhecimento e capacidade intelectual de um indivíduo, mas sim ele (eu inclusive) estudou para passar nas provas e que qualquer um poderia ter feito o mesmo.
Quanto à justificativa que já vi diversas vezes, de que precisamos deste tipo de regulamentação para evitar os profissionais "prostitutos", que fazem tudo por qualquer preço, eu sinceramente não me preocupo muito com isso, pois sei que o meu trabalho vale mais do que o desse tipo de "profissional" e que o próprio mercado se encarrega de separar o joio do trigo.
Gostaria muito de ver esse tipo de movimento, gerado por um "simples" post, tomar força e virar um movimento maior, em defesa dos reais interesses do povo, neste caso, nós analistas, programadores, desenvolvedores, ou qualquer outra denominação que você utilize para o a formalização de idéias em software.
Um abraço à todos e façamos alguma coisa para que isso não siga em frente!!
Por exemplo, o que os sindicatos fazem hoje para melhorar alguma coisa? O SINDPD - Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados existe faz séculos e nunca fez nada por mim, paguei durante alguns anos esta porcaria e não vi melhoria alguma, seja na fiscalização, no apoio e no incentivo a melhoria do profissional e todo esse bla bla bla que está escrito na lei. Olha que isso faz mais de 5 anos...
Na boa, eu entendo que você quer ver um lado bom nisso tudo, mas com toda certeza não tem. Esse país é uma piada no que diz respeito a politica, a opnião do povo (que neste caso a grande maioria que atua na profissão obmina de todas as formas e lei e são simplesmente ignorados) e a falta de estimulo para a inovação, ao investimento tecnlogico e profissional na área de TI. Ao invés de perderem tempo inventando essas leis sem pé nem cabeça, procurem investir no desenvolvimento criativo, ajudar as startups que estão ai promovendo inovação e gerando empregos.
A Nasa colocou a vida de vários astronautas e alguns bilhões de dolares em risco porque até hoje não regulamentaram a profissão de analista / programador?
Acho que não.
Eu também tinha alguma esperança há dois anos atrás que isso fosse trazer alguma melhoria, mas comparando com as outras áreas (odonto, direito, medicina etc.) e lendo a lei e alguns artigos, tenho certeza absoluta que isso não vai dar em nada, só vai doer no nosso bolso como sempre foi.
1 - Não possuo diploma. Apesar de já ter ministrado treinamentos para diversos professores de faculdade e diversos profissionais com mestrado e doutorado, nunca dei importância para faculdade. Alías, após ralar 3 anos em uma, decidi que não devia prosseguir em forma de protesto contra a má qualidade do ensino superior.
2 - Existe uma projeção de que faltará por volta de 200 mil profissionais para preencherem as vagas de TI até o ano de 2012. Com essa lei, esse número deve aumentar em torno de 200%, visto que mais da metade dos profissionais atuais são formados em outros cursos. Basta para isso olhar para o mundo de SAP onde o caso se agrava e muito, pois nenhum analista funcional de implantação SAP é formado em TI, mas sim em contabilidade, administração e outros cursos.
3 - Devido ao item acima, só posso imaginar dois cenários:
- As empresas irão se manter fora da lei, contratando desenvolvedores e registrando como faxineiros por exemplo. O cara desenvolve com a vassoura do lado. Quando chega o fiscal ele começa a varrer.
- As empresas vão começar a migrar para países mais simples, como Argentina, Mexico e Índia, onde o custo da mão de obra é mais barata e, após a lei, será mais abundante também. (Na índia esse já é o caso, mas acredite, pode piorar)
4 - Os sistemas ficarão muito piores, pois a necessidade de mão de obra fará com que os recém formados se tornem a única opção para suprir a demanda (os outros já estão contratados). O mercado vai virar um leilão absurdo e a rotatividade de profissionais vai aumentar em muito. Imaginem 1 cara experiente controlando 30 "estagiários". Que tipo de sistema irá surgir?
Como é que os político decidem o que fazer de nossa profissão?
A questão que fica é: Onde vamos organizar o movimento de conscientização do povo de TI e achar alguma forma de protestarmos.
Usar a prerrogativa já mostrada pelo nosso presidente e organizar uma "pequena" greve de uma semana. Quanto isso custaria para as empresas? Será que aí alguém iria nos ouvir?
Hoje temos sistemas operacionais que mudam a cada 6 meses, e cursos superiores que mudam a cada 5-10 anos. Além do fato, de que qualquer programador/analista recém formado já é por natureza um profissinoal defasado, e toda sua evolução se dá de maneira informal.
Considerando esses pequeno fatos, é totalmente inviável regulamentar uma profissão que muda constantemente, todos os dias.
Quanto ao fato de alguns terem comentado sobre o filho do vizinho, que faz o serviço por R$ 100. Meus caros, a culpa não é desse menino. Daqui uns 10 anos, ele provavelmente será um baita profissional. A culpa na verdade é do seu cliente que abre mão da qualidade por um serviço mais barato, e não é com essa regulamentação que isso vai deixar de acontecer. Eu já tive vários clientes que acharam caro o meu preço, fizeram com um amador, e voltaram pra fazer comigo. Em outras palavras, pagaram duas vezes pelo mesmo serviço.
A diferença de fato, é que todos teremos que pagar uma taxa, e os meninos de 15 anos, vão continuar fazendo seus scripts sem pagar nada. E dae? Vão indiciar o moleque por ter desenvolvido um sisteminha besta? Acho difícil.
Antigamente ouvia e muito dizer que o profissional de TI se perdia com a falda de regularização da área e isso gerava certa polêmica, mas me parece que a coisa se inverteu já que a tal regularização ta gerando mais polêmica que a falta dela.
Nós somos um país extremamente político tai nossa CF "Art. 1º Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição."
O que é preciso nesse momento é organização e tentar buscar a melhor forma de resolver os problemas que venham ha ocorrer dessa regulamentação. Derrepente, como alguns aqui já disseram talvez ela nem vá pra frente, mesmo assim como mencionei antes, apoio a regulamentação (não essa lei já que ainda não li) uma vez que tenho o mesmo pensamento do @thiago lá em cima....
Meu irmão se forma na área ano que vem.
Uma vez nós estávamos discutindo sobre qual caminho de casa até o ponto de ônibus era mais rápido/eficiente. Depois que eu provei na prática (fomos pelos dois caminhos) qual o melhor caminho, perguntei para ele se "Algoritimo do Melhor Caminho" dizia algo para ele, mas ele me respondeu que "sim", mas que não via "o que isso tinha a ver com o assunto".
A defesa encerra aqui, meretíssimo. :-)
- "A mais médico e dentista é outra coias.."
É nada.. é a mesma coisa. Assim vai acabar com a picaretagem (um pouco pelo menos)
A maioria daqueles que defendem a regulamentação fazem faculdade e por alguma razão ignoram fatos, sistematicamente, e o papo de "ralar 4 anos" é usado inconseqüentemente, como se o "ralar" apenas fosse válido quando realizado através de um curso superior.
1) Boa parte das universidades usam Linux. Boa parte do Linux é programado por pessoas que esta regulamentação julgaria incompetentes. Quantos recém formados saem da faculdade no Brasil com condições de escrever um driver?
2) O governo sempre vem com esse papo de software livre para mostrar como é bonzinho. Logo, em muitos setores, usa Linux. Logo, se usa Linux, usa software feito por um monte de programadores supostamente "incompetentes" (aos olhos do que seria essa nova lei). O que eles fariam com este quase paradoxo? Voltariam para o Windows? Mas, se voltarem para o Windows, deveriam lembrar que tudo começou na mão de um cara "incompetente", o Bill Gates.
3) O fato de a lei permitir que profissionais com 5 ou mais anos de experiência sejam "aceitos" não seria prova suficiente de que as fontes de informação fora das universidades também são válidas?
Eu poderia escrever um livro aqui... a sensação que eu tenho é a de que muitas pessoas com diploma estão vislumbrando a sua utilização como uma espécie de "carteirada" na cara daqueles que não o tem. E estão gostando desta possibilidade. Por isso ignoram os fatos.
E lembre-se sempre. O sistema operacional que você está usando nesse exato momento para ler esse comentário tem uma grande participação de pessoas "incompetentes". E você, faria melhor?
Bom, minha opinião completa deixei no meu blog: http://tisimples.wordpress.com/2009/07/28/contra-a-regulamentacao-da-profissao-de-analista-de-sistemas/
Todos acham errado, então devo entender que a OAB deveria ser abolida e qualquer um poderiar representar qualquer pessoa como Advogado. o CREA (conselho regional de engenharia e administração) Deveria ser abolido e eu, ou qualquer pessoa poderia assinar uma planta de uma casa. Ou os conselhos de medicina deveriam deixar de existir e todos poderiam exercer a profissão de médicos.
Os que são contra a regulamentação de analista porém são a favor desses outros órgãos, ... acho que se enquadraria no PARADOXO que o amigo citou acima
Ninguém será proibido de trabalhar, apenas a profissão será regulamentada. Quem é auto didataa, ou de outra área que acabou migrando para Análise de Sistemas poderá trabalhar, porém será valorizado o profissional que estudou (não que os demais não estudem) nos meios convencionais.
Falando com um amigo meu sobre o assunto coloquei a seguinte frase:
"Na mentalidade do brasileiro Médico é DR, Advogado é DR, Engenheiro é DR e Analista ........ tanto faz, é piazão, o sobrinho que formata máquina"
Temos que quebrar essa visão de que só por que a nossa profissão não envolve colocar pessoas em risco como médicos não significa que não seja importante. Devemos separa o formatador de máquinas (que ta cheio por ai) do Analista de Sistemas..
sei lá, to com sono pra escrever mais coisas
Para os que ainda estão com os argumentos protecionistas, do tipo, "isso vai impedir os menos preparados de roubar nossos empregos", deveriam confiar mais nos próprios tacos pois se não conseguem competir com os "despreparados", nem deveriam estar neste mercado.
E as empresas que acham que vão comprar menos gato por lebre já deveriam saber que isso não colabora em nada para encontrar melhores profissionais, apenas torna mais fácil encontrar os medíocres e mais difícil achar os verdadeiros talentos. Inclusive contratos de escopo negociável (como evangelizamos em metodologias ágeis) ajuda a cancelar mais cedo contratos com consultorias ruins. Quem leva analise risco a serio nunca deveria querer contratos de escopo fixo.
E para quem acha que isso é um argumento contra faculdades (boas) deveria ler meu artigo "Vale a pena fazer faculdade?" para entender mais sobre isso.
Portanto, "precisamos de regulamentação?" - Nao! Agora, "poderíamos discutir uma proposta de lei melhor?" - sem duvida, mas isso tem que ser reescrito do zero por gente que realmente entende do assunto, não por políticos claramente sem nenhuma noção do assunto querendo empurrar qualquer porcaria Amadora goela abaixo.
O paradoxo é, como você pode criar uma lei para "garantir" que apenas bons profissionais exerçam a profissão quando o assunto é legislado justamente por um não-profissional da área? Aí sim é como um faxineiro (sem querer ofender os faxineiros) querer legislar sobre medicina.
Regulamentar apenas por regulamentar é mais um grande desperdício do nosso dinheiro. Não é para ter esses aborrecimentos que pagamos impostos.
A constituicao diz q com (se nao me engano) 10% de aprovacao da populacao em 5 estados diferentes podemos 'dropar' uma lei... Eles criam, nos fazemos abaixo-assinados em TODOS os estados (temos condicoes de fazer isso? acho que sim...) e acabamos com essa bobajeira... se eles nao reconhecerem o abaixo assinado, imprensa neles... Sera que rola?
Bom, não quero mais discutir se sou a favor ou contra. (continuo sendo a favor, porém como a maioria é contra resolvi ler melhor os comentários e realmente não há muitas vantagens em regulamentar)
O questão é mais filosófica do que política.
Vamos a alguns paradoxos:
CONCURSOS PÚBLICOS: Por que algumas vagas exigem formação em análise de sistemas (ou outra área). Para os cargos públicos concursados de certa forma a situação já está regulamentada na forma que se da o ingresso. Deveríamos então reclamar igualmente em relação a isso. Levantar a bandeira de que concurso público deveria pedir apenas o antigo segundo grau, ou melhor, por que tem que ter segundo grau, não devería pedir nada. Daí tem a questão das provas que não é por que o cara passou que é o melhor, isso é muito relativo.
Alguém dirá: “Ah, mas isso apenas no setor público”.
A questão primordial aqui é a formação. Estão considerando muito o pessoal que se forma e não vale nada (e ta cheio desses por ai). Mas daí ; E outra questão que deveria ser resolvida. Poderíamos ter algo como o Direito. Você se forma bacharel, mas daí ter a carterinha da OAB vai ter que provar que sabe, nem que seja o básico, mas a prova da OAB faz muitos tombarem no caminho. Conheço uma pessoa que levou 4 anos estudando, depois de formada, pra passar. Poderíamos ter uma “Carterinha de Analista” que depois que se forma deveria provar que tem conhecimento. E quem sabe não formados poderiam requerer essa tal “Carteirinha”. Entenda-se a “Carteirinha” como figura simbólica que prova seu conhecimento.
Daí tem a questão da evolução:
Me formei, sou um aluno atencioso, decorei tudo que o professor falou, retirei a carteirinha e sou analista. Três anos depois as coisas evoluíram e eu fico pra traz. O privado vê a queda de produtividade e manda embora. O público mantém por causa da “estabilidade”.
Me enrolei todo... tudo bem, só queria mostrar que a favor ou contra temos inúmeros pontos a serem discutidos em relação a exigir ou não diploma.
Alguns links mais:
esboço do projeto: http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/getHTML.asp?t=11569
post não tão recente com opção inversa: http://www.techguide.com.br/2008/03/13/analista-de-sistema-regulamentacao/
Vamos primeiro a mais paradoxos.
CONCURSOS PÜBL
Algu´m sabe o que podemos fazer legalmente para nos mexermos contra isso?
§ 2º - A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
link pra constituicao federal:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm
Precisamos fazer isso virar...
Agora, cá entre nós, conselho regional é o fim. é muita cara de pau
Talvez o Carlos (nomedojogo) tbm entre nessa...
E podemos tentar achar outros blogs e fórums q queiram entrar nessa... nao sou blogueiro entao nao to na lista... o pessoal mais ativo ai nao quer montar uma lista de candidatos nao? nao custa pedir nao eh?
A única forma de "tentarmos" obter algum resultado e amndo emails para os senadores, "principalmente" o relator, expondo os porquês da não-regulamentação.
Eu já fiz isso, é voce?
O jeito é esperar a aprovação (caso aconteça) e tentar o metodo de invalida-la.
Alguma sujestão para meios alternativos?
Podemos fazer algo pra evitar q ela seja aprovada?
Então quer dizer q a lei é inconstitucional? Ou eles podem criar uma lei regulamentadora sem um Órgão para regulamentar?
...Não adianta, esses emails são filtrados...
Não são não. Eu travei (por email) uma discussão com o Senador Expedito Junior e ele prometeu fazer mudanças no texto do projeto, embora não tenha feito.
Mas se todos enviarem emails e fizermos um abaixo assinado a coisa muda. Uma coisa é ele receber um email meu, outra coisa é receber de centenas ou milhares de pessoas.
...eles podem criar uma lei regulamentadora sem um Órgão para regulamentar?
Podem. Nesse caso o Ministério do Trabalho fica responsável. Um exemplo prático é o caso dos jornalistas, que tinham que emitir um registro (MTB) no Ministério do Trabalho para atuarem como jornalistas.
[i]se um programador excelente que não tem formação é tão bom assim, não custa nada para ele ter um diploma,[/i]
Não é simples assim, prq ele faria faculdade só para comprovar q ja sabe?, dinheiro/tempo jogado fora.
Como Akita disse desenvolver software eh semelhante a pintar um quadro, como vc ira criitcar algo abstrato. Outro ponto essa comparacao com Engenharia civil, é totalmente erronea.
Agora se vc perde vaga no mercado de trabalho para seu vizinho de 15 anos, o problema é contigo!
Se ele inclusive leu _e_ respondeu pode dar certo...
"Quem é contra isso é como os tais do "100% open source e 100% de graça". Estão desvalorizando o próprio empenho, o próprio trabalho, o próprio suor."
Não acho que levantar a bandeira OpenSource é desvalorizar o própio suor... Eu uso apenas software OO em ksa, mas estou tentando levantar grana para um Mac, onde vo gastar uma grana com algumas licensas (como TextMate e, talvez, Photoshop).
E nem por usar OO eu deixo de valorizar meu trabalho e o dos outros... ( Por isso o OpenSource, nao paguei por um MS-alguma-coisa, logo nao uso um! )
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107
O mais sensato é aplicar provas, da mesma forma que a OAB faz com os Advogados, pra que, estes, se beneficiem de alguma forma, mas que não seja restrição para os profissionais, ter curso superior na área de tecnologia.
Post: 10 pontos sobre a regulamentação da profissão de analista de sistemas
http://mrbraga.blogspot.com/2009/08/10-pontos-sobre-regulamentacao-da.html
Abraços,
MB
www.marciobraga.com
www.ivia.com.br
twitter.com/mrbraga
Acho muito ingênua essa mentalidade de achar q reserva de mercado de tecnologia vai ser bom pro país de algum jeito. Vcs vão é ver empregos migrando pra outros países.
Você está certíssimo! O Brasil vai *perder* muito de sua mão-de-obra qualificada. E o mais engraçado (e irônico) é que os "zé roela", que tanto mencionam os pró regulamentação, não terão condições de prestar serviço para fora do país e vão continuar "concorrendo" com os portadores de canudo, na informalidade, fazendo os salários abaixarem cada vez mais, por conta do desequilíbrio causado pela migração de uma galera de bons desenvolvedores. Credo, é como ver uma ratoeira armada e colocar o dedo de propósito!
Para exigir tanto assim o tal "diploma de curso superior"... MUITO suspeito isso, não duvido que seja...
E no Brasil, o mesmo retrocesso de sempre... os FDPs que estão querendo lucrar com essa lei vão queimar no mármore do inferno (risos)...
Vocês acham a prova da OAB legal. A prova do OAB exige apenas conhecimentos das ações judiciais (que é o equivalente ao Waterfall), existe os métodos alternativos de solução de conflito que não são ensinados nas faculdades, apenas em cursos especializados (como o Ágile) e a OAB está se preocupando com isso só agora (isso existe a mais de 10 anos). A outra questão, o direito é divido em Civil, Penal, Trabalhista e Tributária que são bem diferentes e não importa em qual você passou você pode atuar em todas. Muitas causas são perdidas por isso.
No CREA/CONFEA bem é o tradicional basta ter diploma e ser feliz existem algumas restrições para algumas áreas, mas eu como engenheiro eletricista posso até assinar plantas de casas (assunto que admito não entender, exceto a parte relacionadas a instalações elétricas).
O melhor é o CRM, onde as provas de residência tem como se fossem fases, quem quer ser cirurgião não sei da escola operando, tem que fazer residência e prova de residência e são comuns casos onde é necessário 20 anos para chegar onde deseja, mas neste meio tempo ele pode realizar outras funções no hospital e é supervisionado por um médico (ou pelo menos deveria). Porém na medicina tem-se o problema de não haver flexibilidade, novas metodologias como os Doutores da Alegria precisam de muito esforço para chegar lá, ainda hoje é difícil. Imaginem o que precisam para inovações tecnologias entrarem na área, tem hospital que ainda usa equipamentos dos século passado, não porque não tem dinheiro, mas porque os médicos mais antigos que mandam não confiam nos novos. Felizmente, os alunos tem levados as inovações aos poucos.
Sou contra esse tipo de regulamentação baseado numa instituição gigante que não enxerga o problema real e não permite a evolução dentro da sua área.
De qualquer maneira, devíamos criar um programinha pra entupir a caixa de entrada desse senador inútil fdp de mensagems, todos os dias.
Preciso de personagens para falar sobre o assunto... quem tiver afins por favor me envie o nome e o telefone para o email tchatcho@grupoestado.com.br , já sei de 3 jornais que estão fazendo matéria sobre o tema!
Um grande abraço!
Temos que agradecer ao Akita por defender não só a categoria como a liberdade de expressão no país... akita foi muito bem com isso....
As pessoas que defendem não tem idéia de como isso vai acabar com o mercado!... o micreiro vai pagar dois anos de UniDrogas e vai competir de igual com vc... enquanto hoje pra um "micreiro" conseguir chegar lá só se o cara for muuuuito bom e autodidata de prima! Vai acontecer igual no jornalismo: achatamento de salários, demanda sufocada, desemprego e por aí vai... por isso os jornalistas derrubaram o diploma deles.
Um grande abraço
TchaTcho
@danielroda
"se um aplicativo mal desenvolvido pode causar a queda de um avião, ou batidas de carros"
desde quando mecânicos têm que ser certificados? eles também nos submetem a estes riscos!
se ele esquece uma mangueira frouxa vc pode ter problemas numa rodovia e causar acidentes ate fatais.
agora? quem aki ja desenvolveu software q foi parar em algo que nao PCs/Macs ou phones no maximo? alguem aki ja desenvolveu um navegador de bordo de um aviao?
se ja, aposto como teve que passar por uma selecao antes de entrar na empresa....
Senão teriamos que deixar qualquer pessoa exercer a profissão de advogado porque os cursos de direito não tem boa qualidade...
Ídem para os contadores, se o cara conhece contabilidade na prática pode assinar pela empresa?
Administração e outros cursos...
Qual a diferença... estamos falando a nível de analista... se é um bom programador que ganhe como programador, caso queira um cargo melhor tem que se qualificar sim, se os cursos tem qualidade questionável, a discussão é outra...
Já chega a palhaçada que fizeram com os jornalistas...
Mas o que esperar de um país que elege um completo ignorante para presidente baseado no assistencialismo... e que ainda é um exemplo negativo para nossos filhos...
Realmente não concordo com sua posição Akita...mas respeito...
Li um comentário descarado acima, onde fala que não inclui "autodidatas que por motivos decidiram não se formar", se não quis se formar, vai ser açogueiro então.
Já pensou se eu resolvo ser autodidata em medicina e dai resolvo sair fazendo cirurgias em pessoas porque li um livro de medicina e testei as práticas em um gato ou cachorro?.
APOIO A LEI.
Voces realmente acham que isso trara algum beneficio?
So estao querendo aproveitar a carteirada, nao?
Porque ja tah mais que provado que a maioria dos bons profissionais nao tem curso superior (akita tah ai, e quero ver quem discute). E como ja foi dito o aluno se forma Analista e ja sai para o mercado defasado!
Se hoje o Brasil ja eh horrivel na area de Informatica, como ficara depois que tiver tantos analistas AMADORES por ai? Pq um diploma nao garante experiencia... e nem conhecimento...
Nao sou analista, tenho so 19 anos, faco um curso de Java em uma escola tecnica e meu professor esta no 2° ou 3° semestre do curso de Sistemas de Informacao: ele não é melhor programador do que eu e não vejo ele se esforçar para melhorar...
Eu estou largando a área, vou virar militar como já disse aí pra cima. Mas não acho justo que um cara como ele, que não entende de desenvolvimento e não busca por novas tecnologias, que não queira se atualizar, tome a vaga de um bom profissional na carteirada!
Mesmo quem não é desenvolvedor será afetado com essa lei, pois TODOS USAM OS SISTEMAS DESENVOLVIDOS POR VOCES. Se pessoas sem nem se quer interesse em melhorar vão comecar a desenvolver os produtos que nos usamos, esses produtos perderam qualidade. Sera uma perda para todos nós.
Mas ainda sim o numero de alunos como este meu professor é assustadoramente grande...
Eu sou formado e sou contra a lei. Se quiser mais detalhes, tem o link do meu blog alguns comentários pra cima.
Na prática essa figura do Analista de Sistemas q vc está descrevendo é bem rara. A maioria q tem cargo de analista na verdade é analista/programador. E para essa lei, o programador é analista de sistemas.
Penso que esta lei vem ressuscitar essas figuras que só existiriam para assinar papéis e receber por isso. Algo que o próprio mercado já teria elimanado vai voltar com toda a força que a burocracia permite. Não entendo que com essa lei programador seja analista, entendo que ,segundo a lei, qualquer um com curso superior possa ser analista, mesmo que não tenha aptdão para isso.
As regulamentações protegem os profissionais, universidades (através da reserva de mercado) e os conselhos e não o consumidor.
Vocês falam como se as pessoas que vão procurar um cirurgião em qualquer lugar pedissem para ver o CRM ou diploma dele. Os hospitais, principalmente, os hospitais escolas os alunos já trabalham no hospital antes de se formar e é nesse processo, seguido depois da residência que continua tem estudo simultâneo ao trabalho, que alguns vão sendo eliminados ou tem que estudar mais. Ou seja, você quando vai ao hospital pode sim estar sendo atendido por um "aluno", e não é o diploma nem o CRM que dirá o quão bom ele é.
E o mesmo ocorre com engenheiros e advogados, onde pessoas executam a tarefas que outros só assinam por não terem o CREA ou OAB.
E se essa lei for aprovada vai ser a mesma coisa, exceto por um detalhe, muito desenvolvedor de software é contratado como P.J. e se não tiver a carteira de Analista está PJ será fechada.
No fundo, essa lei não vai resolver problema algum e os membro do Conselho vão ficar ganhando dinheiro para não fazer nada. Como já fazem o CREA, OAB e CRM. Quantos casos vocês ficam sabendo de engenheiros, advogados e médicos realmente punidos pelos conselhos. Você acha que ele vão remover uma fonte de renda deles.
Na minha opinião sem o conselho pelo menos quem contrata tem medo e avalia de verdade o contratado. Ao contrário do que acontece com algumas pessoas que confiam num médico/engenheiro/advogado só porque ele tem CRM/CREA/OAB e depois se ferra.
Eu sempre procuro profissionais através de indicações de pessoas em quem confio, não me importa se ele tem diploma ou não.
Quanto a imperícia isso já é crime, sou a favor de criar um Tribunal para cuidar apenas desses casos, e coloquem na cadeia e cobre indenizações de quem fizer merda. Ao invés de protegê-los por trás de uma carteirinha.
http://groups.google.com/group/regulamentacao-nao/
[]'s
Eu vi la falarem da SBC, ela nao esta fazendo nada desta vez nao?
Pelo andar da carroagem, acredito que esta lei possa ser aprovada sem muita dificuldade se não tomarmos alguma medida um pouco mais concreta.
www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf
Depois divirtam-se lendo as classificações à esquerda, com todos os detalhamentos da Profissão.
Depois fechem os olhos e tentem se convencer, repetindo alto: "Eu não estou na Rússia Leninista. Eu não estou na Rússia Leninista. Eu não estou na Rússia Leninista."
Para finalizar, pôr a cabeça embaixo do chuveiro frio para esquecer que nossos impostos vão para tais atividades — catalogações vãs e regulamentações anacrônicas.
http://rondoniadinamica.com/ler.php?id=8080&edi=1&sub=3
Câmara de João Pessoa discute regulamentação da profissão de flanelinhas:
http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20090809145946
Capoeiristas iniciam discussão sobre a regulamentação da profissão:
http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=210476
Quem fala sobre medico e advogado ter regulamentação agora também pode falar que flanelinha também tem. hehe
Canada:
ICTC: Occupational Skills Framework (OSPM)
http://www.ictc-ctic.ca/en/
United Kingdom:
SFIA Foundation Skills Framework for the Information Age (SFIA)
http://www.sfia.org.uk/
Germany:
Kibnet - Kompetenzzentrum IT-Bildungsnetzwerk
http://www.kibnet.org/it-weiterbildung/index.html
Os objetivos dessas organizações são similares, suas propostas são similares, seus valores também. Não tem nada a ver com esta lei sendo proposta.
O SBC é a Sociedade Brasileira de Computação é um importante agente social, pois realiza atividades de diversas naturezas a serviço da Computação no Brasil, por exemplo congressos e eventos e esta muito ligado ao meio acadêmico.
ICTC is a not-for-profit sector council, the Information and Communications Technology "Council" (ICTC), strives to create a prepared, diverse and highly educated Canadian ICT "industry and workforce".
O ICTC é um conselo que cria um padrão mínimo para os profissionais de computação para o mercado de trabalho no Canadá, muito diferente do SBC.
Eu acho que objetivo da lei é comprovar que o profissional de computação tem o mínimo de conhecimento para atuar na área, fazendo isso através de um diploma de graduação, não quer dizer que quem tem um diploma é melhor que quem não tem e vice-versa.
Assim como tudo na natureza quem sobrevive é aquele que tem maior capacidade de se adaptar, o bom desenvolvedor é o que tem mais capacidade de correr atrás e estar sempre aprendendo, agora cabe aos bons desenvolvedores que ainda não tem graduação correr atrás e se adaptarem as novas normas.
@Luiz, se eu for fazer faculdade hoje para "correr atrás da graduação", vou acabar tendo aula com um monte de professores que eu ensinei a programar.
Se qualquer um que seja pró regulamentação não conseguir ver isso como um problema extremamente grande, sugiro a leitura da proposta de lei. Como eu falei em um outro post, o governo não entende absolutamente nada da área e está tentando "regulamentar o desconhecido" (para eles). Por isso omite tantos detalhes, porque de fato não os conhecem.
Esta "lei" cabe em uma meia dúzia de folhas de papel. Ela não diz nada, não regula nada e não colabora em nada. Apenas dá carta branca para o que você possa imaginar de interpretações e arbitrariedades (ao gosto do futuro fiscal).
http://geyserway.com/vamos-honrar-galileu/
No post eu falo mais sobre isso: http://geyserway.com/vamos-honrar-galileu/
@Leandro, pelo jeito o seu problema é falta de humildade, não vou nem entrar no assunto.
Eu comecei cedo na área de computação, comecei a me interessar quando tinha 6 anos, com o CP-500 do meu pai. O meu primeiro computador foi um 486 DX2-66 com 8mb de RAM quando eu tinha 10 anos.
Aos 14 anos comecei a me interessar por programação e com 15 comecei a programar em PHP 3. Fiz 2 grau junto com técnico em informatica e com 16 anos trabalhava com PHP e GNU/Linux (aprendi sozinho de forma autodidata). Nunca parei, depois de progaramar em PHP migrei para Java, C, C++, depois aprendi Objective-C e para web prefiro usar RoR. Eu sou autodidata tenho 9 anos de experiência de mercado, mas mesmo assim conclui minha graduação como Bacharel em Informática e hoje faço mestrado em Ciência da computação na área de Computer Vision.
Eu estou sempre correndo atrás e não tenho medo de estudar, tudo que aprendi para o mercado de trabalho aprendi sozinho, mas não concordo com as pessoas que não tem nenhuma graduação e se consideram superiores a outras pessoas só porque conhecem mais um framework. Se for necessário fazer outra graduação eu volto e faço outra, se for necessário aprender sozinho uma tecnologia nova para desenvolvimento eu aprendo sem problemas, não fico chorando e culpando o governo.
Brasil, ame-o ou deixe-o, mas para deixa-lo e fazer parte de um processo de imigração decente, como um "skilled worker" é necessário ter uma graduação!
A forma como está sendo feita pode até não ser das melhores, mas isso mostra o valor que eles estão dando para nossa profissão.
Desenvolver uma "home-page" para uma empresa de fundo de quintal é uma coisa, desenvolver softwares que vão cuidar de transações financeiras multi-milionárias todos os dias, é outra coisa bem diferente. Deixar que o setor se auto-regule acho que é uma opção, mas pode não ser a melhor. Afinal, quantas vidas e quantas transações desastrosas vão ser necessárias até atingir essa suposta auto-regulação? E com a quantidade de terceirização de serviços que temos hoje em dia, isso torna-se ainda mais complicado.
Se você mantiver sua mente aberta e pensar com mais calma, vai ver que existe sim algum sentido nisso que está acontecendo. E para aqueles que ainda tem dúvida se vale a pena cursar uma faculdade, fica a dica de alguém que cursou: vale muito a pena. E se puder, faça como eu e faça um curso de especialização lato-sensu e mestrado depois. Você não vai se arrepender, e o mercado só vai abrir mais as portas para você.
[]'s e que venham os xingamentos infundados...
http://www.fzort.org/mpr/stuff/contra-a-pls-607-07.html
Aos que defendem a regulamentação: arrumem novos argumentos, a lenga-lenga do "você deixaria um médico blah blah blah paguei 5 anos de faculdade blah blah blah" já está torrando a paciência!
O problema tem raízes culturais. Tem muita gente por aí que nem sabe que emprego e trabalho são coisas diferentes e vivem para colecionar carimbos em suas carteiras de trabalho e para elaborar currículos de 40+ páginas.
O cenário é deprimente. Tanta informação importante, que chega a piscar em nossas caras como os banners de um site tosco, e que são irresponsavelmente ignoradas por conta dessa "cultura".
Como se não bastasse, os argumentos que utilizamos são distorcidos para mudar o foco da discussão para outro lugar que não leva a nada. Os pontos mais importantes são insistentemente ignorados, sempre.
Às vezes eu chego a pensar que este país merece mesmo esta "regulamentação".
Regulamentar seria bom se houve-se de fato um retorno válido para os profissionais e empresas envolvidas, apenas regulamentar para se criar grupos fechados sem justificativa lógica é ser tão insano quanto pilotar um carro de Formula 1 com vendas nos olhos.
A premissa de quem regula é o mercado, é mais lógica e coesa com a realidade, e em outros países isso funciona (e aqui também sempre funcionou). Empresas boas, com projetos de riscos contratam pessoas qualificadas, empresas medianas contratam qualquer profissional (seja formado ou não). Quem é bom se garante no mercado e na verdade deveria ser sempre assim.
A história de que na medicia é regulamentada, no direito, na engenharia, etc é uma outra realidade, são profissões por natureza de extrema diferença e particulariedades. Quem quer a regulamentação sem argumentos é por falta de confiança em sí próprio por perder posto para profissionais qualificados e experientes.
O número de faculdades sem qualidade no país é gritante, não é uma regulamentação que irá dizer que aquele profissional é bom, mas sim o que ele faz, o que ele fez e o que ele estuda, independente de sua formação.
sou 100% a favor dessa lei e chega de autodidatas que fazem um monte de merda e coloca a remuneração dos bons profissionais lá para baixo. E mais sou favoravel que a cada x anos os profissionais tenham que ser avaliados para ver se podem manter a regulamentação para trabalhar.
O Brasil é essa zona por todo mundo ser autodidata... eu tb quero operar gostosa, arrumando o peito e a bunda delas para ganhar uma fortuna, já li 3 livros de cirurgia plástica e me sinto apto a fazer tal cirurgia.
Chega de Bandalheira.
Entao vc quer que pra ser pedreiro, soldado, varredor de rua, catador de papel, etc o kra tenha q fazer faculdade?
Viu como nao pode generalizar? E TI nao precisa de tal lei, assim como os pedreiros, soldados, varredores de rua, catadores de papeis, ets...
Se tivesse um orgao pra poder zelar pela classe e que nao dependesse de faculdade ( q aplicasse as proprias provas, por exemplo ) ate daria pra ir... mas essa proposta eh ridicula...
Já que você tem formação superior na área, que tal testar os seus conhecimentos? O exame cobre o conteúdo mínimo que se espera que alguém com formação superior em Ciência da Computação conheça. A prova do ano passado está aqui:
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=547&content=downloads&id=346Autodidata: o exame de avaliação a que você se refere já existe, e se chama POSCOMP. É anual, e aberto a pessoas de qualquer formação. Se o sujeito se sair bem nessa prova, mesmo que a sua formação superior seja em Corte e Costura, as chances dele conseguir cursar um mestrado "stricto senso" em áreas como Algoritmos Quânticos ou Visão Computacional são boas.
Já que você tem formação superior na área, que tal testar os seus conhecimentos? O exame cobre o conteúdo mínimo que se espera que alguém com formação superior em Ciência da Computação conheça. A prova do ano passado está aqui:
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=547&content=downloads&id=346
Interessante este assunto...
O que tenho visto nos meus vinte anos de trabalho é que, quase sempre, quem possui o 'DEPROMA' gosta muito de texto e blá, blá, blá, codificar, produzir, criar algo realmente bom, bem isto são outros quinhentos.
Quanto a ganhar menos quem não tem diploma é uma afirmativa de quem é dono de faculdades, pois o que manda mesmo é sua capacidade técnica e saber impor o seu valor.
E se diploma implicasse em sistema desenvolvidos e funcionando o governo não contrataria tanto empresas para fazer o que os profissionais concursados, com diploma, não produzem.
Claro que sempre existem exceções.
Eu já vi gente pós-graduado em TI que não sabe sequer modelar um banco de dados, e isto não limita-se a instituições particulares, as públicas estão no mesmo patamar.
Más já perdi tempo demais lendo estes posts, vou voltar para minha páginas de código, é o que gosto de escrever realmente.
Abraços a todos e viva os gênios de nossa política, e também os eleitores... Todo povo tem o governo que mereçe.
http://geyserway.com/vamos-honrar-galileu/
Mostra a "habilidade" humana em fazer "vista grossa" para as lições importantes do passado.
Mas que tal a dica? coloquem a bunda em uma carteira de sala de aula, ninguem precisará reclamar.
Além do mais as pessoas com mais de cinco anos de profissão poderão exercer normalmente, não sei porque do alvoroço.
@Leandro
Se você é tão bom em ensinar professores. Primeiro busque sua formação e depois faça sua parte tornando-se um professor e buscando melhorar a qualidade do ensino.
Agora se você quer dizer que não aprende nada com uma pessoa, só porque programa melhor do que ela, bom aí seu problema é outro...
Eu sempre busco aprender com as pessoas, por menos conhecimento que tenham... é claro que existem pessoas como o @Leandro que relamente não devem ensinar nada à nínguem pois só se preocupam com si mesmas... Mesmo com pessoas assim é possível aprender, mesmo que seja como não fazer algo...
@akita realmente caiu muito no meu conceito. Como formador de opinião que é poderia ter mais cuidado com as coisas que escreve.
ele ta quietinho no canto dele, devemos mirar nos autores dessa lei, os nomes já foram mencionados...
Eu me formo esse ano, mais não vejo com bons olhos essa regulamentação, puta sacanagem, será que vamos ter que pagar o conselho também para poder exercer essa profissão???
Essa "figura arrogante" está sendo pintada por você e pelo @Luiz, que à propósito, não comentaram sobre nenhum aspecto positivo desta proposta de lei.
Eu gostaria de discutir o assunto, é sério. Só que esse "pacote default" de argumentos ("médico vs programador", "zé roela", "ralar 4 anos", etc.) já esgotaram a paciência. Eu gostaria que alguém dissesse o que tem de bom neste projeto de lei, e não o que supostamente teria de bom em "um tipo qualquer de regulamentação" (sem sequer ter lido projeto).
O texto do projeto de lei não é grande. A única coisa concreta é a intenção de se criar uma reserva de mercado. Apenas isso. Ele não contribui em absolutamente nada. Eu queria entender o lado positivo disso.
Sou formado em Administração de Empresas... exercia e exerço a profissão de programador e analista de sistemas desde meus 18 anos.
Os 5 anos que passei na faculdade, responderam a uns 30% do que realmente utilizo, mas foi interessante para se ter uma visão ampla das necessidades das empresas.
Ocorre que atuo como consultor em TI para várias micro e média empresas... sou autodidata, e ajudo outros programadores com a análise dos softwares que implanto. Sou programador, mas desenvolvo pequenos aplicativos e scripts para resolver problemas emergenciais, até os programadores encontrarem os bugs em seus sistemas.
Bem... como ficariam os softwares livres como o Stoq, Gnucash, que recebem ajuda de vários profissionais (e nem todos são programadores) que contribuem no melhoramento dos sistemas?
Creio que é mais um "cabedal" de empregos, para se criar uma nova receita, um novo sindicato, outra corporação para nós sustentarmos.
O mercado é e sempre será o melhor "diploma" de um profissional... as "provas" e "exames" que eu resolvo todos os dias na minha profissão (porque tenho que pensar "fora da caixa") resolvem os problemas dos meus clientes. E eles é que me avaliam todos os dias (e são bastante exigentes).
Acho ridícula a lei, e quem está se diplomando sabe muito bem que "treino é treino" (não nego a importância), mas "jogo é jogo". Preparem-se para isso também. Não é um diploma que vai lhe destacar no mercado atual. Hoje os empresário são, em sua maioria, já formados ou possuem filhos diplomados que o auxiliam. Isso sim mudou o nível dos profissionais de TI, que devem ser convincentes e verdadeiros com o cliente.
Sou desfavorável a mais um "carimbaço" para eu "pagar para trabalhar".
Os que possuem formação são a favor por quererem compensar, e fazer valer os anos duros pagos em uma instituição de nível superior, muito embora alguns realmente acabem concluindo "nas coxas".
Quanto aos sem formação, realmente conheço muita gente boa mesmo que darião um banho em muitos canudos.
Entretanto não podemos esquecer que a discursão não deve desunir mais a categoria, pelo contrário temos que encontrar um consenso e como já foi mencionado acima, criar um exame que avalie o conhecimento de quem possui e ou não formação na área e etc...
O que não dá para suportar mais é, os canudos reclamando seu espaço no trabalho , e os não formados afirmando quase como regra que possui maior conhecimento, o que nó sabemos que isso varia de pessoa para pessoa.
Até!