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Off Topic: Vamos todos impedir a regulamentação da profissão de analista de sistema
by AkitaOnRails on Apr.19.2008 at 08:22pm
Update 21/04: Este post do Paulino Michelazzo é muito bom. Recomendo.
O Rodrigo Kumpera disse tudo, essa lei de regulamentação de ‘analistas de sistema’ é pura perda de tempo e uma bobagem sem tamanho.
Aliás, grande novidade: desde quando político serve para alguma coisa além de queimar nosso dinheiro em lixo? Político bom é político morto.
Vamos colaborar: bloguem, divulguem e o principal, enviem sucata para a casa deles (endereços dos ditos no link acima). Tenho alguns quilos de sucata excedente aqui esperando um destino.
Mas tem que ser rápido! O tempo está se esgotando.
Obs: se quiserem ficar revoltados basta ler o texto integral dessa tal lei. Seria engraçado se não fosse trágico. Em resumo, serve para criar milhares de cabides (conselhos regionais e fiscalizadoras, bla bla bla), serve para nos roubar (anuidades a esses cabides), nos fazer voltar 30 anos no passado e frear o desenvolvimento tecnológico do país impedindo profissionais qualificados de atuar e dando passagem a diplomados desqualificados (não é uma discussão se ‘diploma é importante’ é o caso que programador não tem nada a ver com médico nem engenheiro).
Update 20/04: Como os comentários estão legais, resolvi acrescentar exatamente porque eu, pessoalmente, quero dar um tapa na orelha do infeliz que saiu com a idéia dessa “lei”.
Pelo menos no Brasil, toda vez que uma nova lei é sugerida a primeira pergunta que todos devem fazer é: a quem ela beneficia? E, não, a resposta não é “a população”. Deveria ser, mas no Brasil normalmente não é. Que beneficia políticos e lobistas isso não é novidade. Precisamos analisar, de fato, quem ganha com isso.
Além disso precisamos entender que toda justificava de lei é falaciosa. Políticos são mestres da argumentação – por isso são políticos. Vamos lá.
A Falácia
Antes de mais nada, o argumento que todos mais gostam:
“Engenheiro Civil, Cardiologista, Advogado criminal, Contador, etc todos eles precisam se formar, todos eles precisam de licença para trabalhar, todos eles pagam conselhos regulamentadores, enfim, todos eles são ‘regulamentados’. Por que programadores, analistas, cientistas da computação, acham que são mais ‘especiais’ e não precisam disso?”
Esse é o principal argumento e a chave dessa falácia.
Primeiro, vamos quebrar a premissa dessa falácia, que “desenvolvedor de software está na mesma categoria de engenheiro civil, ou médico, ou advogado”.
Se um engenheiro fizer um prédio ruim, ele cai. Se cair pessoas morrem. Isso é raro, mas mesmo assim ainda acontece.
Se um médico cometer um erro, o paciente morre. Se o advogado cometer erros, um inocente passa 30 anos na cadeia. Se um contador cometer erros seus clientes terão prejuízos financeiros importantes e um nome sujo junto à Receita Federal.
A comparação – errônea – é que se um programador “inexperiente” cometer um erro e deixar um bug para trás, um avião controlado por computador poderia cair. Um elevador controlado por computador poderia cair. Um equipamento médico eletrônico poderia matar um paciente. Um carro computadorizado poderia bater.
Logo, portanto, um programador despreparado não é menos perigoso do que um médico despreparado. E o pior, ele não é hoje considerado um perigo e, portanto, não é devidamente fiscalizado e nem punido.
Voltando no tempo
Antes de mais nada, a engenharia civil tem raízes desde antes dos tempos dos faraós e as pirâmides. Milhares de anos. A Medicina tem raízes também há muito tempo, desde os curandeiros das tribos até hoje. Advogar e todas as técnicas de argumentação existem desde que se existem pessoas.
Qualquer uma dessas profissões envolve um corpo de conhecimento extremamente complexo e, principalmente, muito mais completo e uniforme. Não significa que não estão em constante evolução. Mas a profissão se divide entre aqueles que apenas executam as técnicas que aprenderam (a maioria) e os que tem os recursos para investir em pesquisa e descobrir novas técnicas (a minoria).
Computação, no geral, é o oposto. Para começar, nossa área sequer tem um século de idade. O mercado em si, começou não faz 60 anos. Diferente de outras áreas, cada salto evolucionário na nossa área é como se saltássemos 1 século no futuro em outras áreas.
O maior problema de nossa área é que ela envolve tanto conhecimentos matemáticos como técnicas de engenharia. E com isso os leigos acreditam se tratar da mesma coisa: técnicas bem definidas com resultados bem definidos.
Não é esse o caso. Eu não iria tão longe quanto Pete McBreen em Software Craftsmanship mas é inegável que a maioria das pessoas parte das premissas erradas ao avaliar software.
Portanto, nossa área não é tão estável quanto as outras porque estamos em desenvolvimento acelerado onde cada passo muda a área completamente. Um único novo algoritmo pode mudar tudo o que fazemos. Um Google, um Linux é capaz de redefinir a maneira com pensamos e fazemos software.
Quebrando a Premissa
Desenvolvedores de Software não podem ser comparados a médicos ou engenheiros. Nós estamos mais para o lado do ‘artesanato’, da ‘arte’, ou seja, da experimentação.
Um único programador muda a maneira como ele faz a mesma coisa de projeto para projeto. Exatamente como um artista muda alguma coisa numa escultura. A técnica se ‘refina’ com a experiência e o convívio com outros artistas.
Nós combinamos diferentes ferramentas, com diferentes processos e cada um tem resultados muito diferentes do outro. Não existem critérios fixos para definir o que um “bom software” ou o que é um “mal software”.
Outra coisa: é impossível fazer um software 100% livre de erros. Bugs são artefatos inerentes à nossa prática e não podem ser evitados. Podem, sim, ser controlados mas nunca eliminados. Não existe uma única linguagem, uma única plataforma, um único conjunto de técnicas que garanta, com 100% de certeza, que bugs não existem.
Algumas coisas que aprendemos é entender que bugs existem e, por exemplo, nos preparar antecipadamente com suítes de testes. Nem isso, porém, garante 100%, apenas garante que os mais óbvios provavelmente foram cuidados. Quer aumentar a probabilidade de acerto? Aumente a quantidade de testes. Mas mesmo assim, depois de um certo tamanho ou quantidade, alguém precisaria garantir que os próprios testes não tem bugs (!)
Quanto a processos, alguns acham que basta aplicar CMMi, PMI, ou qualquer dessas bobagens para “garantir” um “bom software” ao final do processo. Outro erro. Nem mesmo XP ou Scrum são as respostas definitivas – mas obviamente são um grande passo à frente. Ainda não existe o processo que garanta 100% de certeza.
A Falácia do Diploma
Será que um músico diplomado é melhor que um Villa Lobos? Será que um pintor diplomado é melhor do que uma Tarsila do Amaral? Será que um escritor formado será melhor do que Machado de Assis? Será que o Washington Olivetto é um grande publicitário porque é formado? Ah, não, ele nunca concluiu o curso de publicidade da FAAP.
O que isso significa? Que eu sou contra a graduação?
Absolutamente não. Se Linus não tivesse passado pela Universidade de Helsinki, talvez não tivesse criado o Linux. Se Larry Page e Sergey Brin não tivessem feito Ph.D na Universidade de Stanford talvez sequer tivessem se conhecido e nem o Google teria existido. E a lista se segue, James Gosling por Carnegie Mellon, Bill Joy por Berkeley, Bjarne Stroustrup por Cambridge, Dennis Ritchie por Harvard, Yukihiro Matsumoto pela Universidade de Tsukuba.
Enfim, muitos dos grandes nomes da história da computação parecem ser formados. O que significa isso? Que todos nós, não formados, estamos perdidos?
Não, o problema aqui é a Falácia Informal
“Muitos grandes programadores da computação são formados. Portanto, a chave para se tornar um grande programador é se formar.”
Dados os dois cenários acima, entre artistas e programadores, eu diria o seguinte:
“Grandes programadores não são formados. Grandes programadores se formam.”
O fato desses grandes nomes terem terminado suas faculdades, pós-graduações e doutorados indicam apenas que eles identificaram valor nesse formação e foram atrás dela. Garanto que nas turmas de cada um deles havia dezenas de outros formandos, muitos lá apenas por inércia. Mas apenas um tem seu nome na Wikipedia hoje.
Um grande artista viaja à França atrás de conhecimento e inspiração por conta própria, não porque é um trabalho de sala de aula. Um grande programador lê Donald Knuth antes de dormir porque ele compreende o valor dos algoritmos, não porque precisa de créditos para o próximo semestre.
Problemas Brasil
O problema aqui é o Brasil, pra variar. E não, isso não é desculpa da ‘direita neo-liberal’ bla bla bla.
Para começar a maioria esmagadora de nossas universidades – pelo menos na área de computação – não chega nem perto das universidades americanas. Sim, sim, temos USP, Unicamp, algumas federais. Não estou falando das exceções.
Quase não existe incentivo à pesquisa nem pela iniciativa pública e nem pela privada. Não existe o equivalente Bell Labs, Microsoft Research, Google, ou outras centenas de empresas que primam por grandes investimentos em Research & Development. Empresas brasileiras não querem investir, querem faturar. Ok, estou generalizando, não contem as exceções nesse argumento.
Nosso sistema tributário e fiscal é uma vergonha nacional. Ela nos faz sangrar diariamente e destrói o país como a um paciente terminal com câncer. Leis protecionistas que não funcionam, impostos cujo único objetivo é preencher mais e mais cabides públicos e o bolso de lobistas e políticos.
A quantidade de pesquisa científica inédita, publicada por brasileiros, é um fio de cabelo comparado à massiva biblioteca de inovações que se vê saindo das melhores universidades americanas, européias e asiáticas. Todas as tecnologias que usamos no nosso dia a dia não veio do Brasil. Nós apenas licenciamos, importamos e aplicamos essas tecnologias aqui. Mesmo as raras exceções de grandes conquistas brasileiras são mais utilizadas lá fora do que aqui dentro. Exemplo clássico disso? A linguagem Lua) que, até por coincidência irônica, tem a página do Wikipedia mais completa em inglês do que em português.
Se a maioria de nossas faculdades e universidades se limita a ensinar o que se descobre lá fora, qual meu incentivo de me formar aqui? Se eu tivesse vocação para pesquisa, teria que me formar lá fora (que é o que muitos de nossos melhores cientistas fazem). Cientista, no Brasil, morre de fome.
E se for para aprender, com muito atraso, o que já se aplica lá fora, porque vou perder meu tempo? Felizmente temos internet hoje. O que eu quero aprender, algoritmos e estruturas de dados? Estatísticas e Probabilísticas? Inteligência Artificial, autômatos finitos? Compiladores? Bancos de dados não-relacionais? Sistemas operacionais modernos? Qual dessas matérias não está coberto por livros e Web? Vou para a faculdade aprender princípios da construção de linguagens modernas? Não, aqui vamos para a faculdade aprender Java. Sinto muito, é muito pouco.
Eu passei pela USP, fiquei 2 anos cursando lá e simplesmente me desmotivei a continuar. Aprendi as teorias de programação todas por conta própria. Apenas para saber que existe o livro do Tanenbaum eu não preciso ficar até o 4o ano esperando para aprender sistemas operacionais. Eu não precisava ter entrado na faculdade para ler o livro do Wirth. Onde estão as pesquisas inovadoras que me prenderiam lá? Onde estão os grandes nomes publicando novos trabalhos? Onde está a inspiração e a motivação para me manter por 4 ou mais anos numa universidade?
E depois que eu me formar? Existe algum grande incentivo para que eu faça pós-graduação, doutorado e inicie minhas próprias pesquisas? Ou se eu sair para a iniciativa privada, as empresas vão me contratar para fazer pesquisa? Ou mesmo se eu quiser abrir minha própria empresa, será que consigo mantê-la?
No Brasil, ser um empreendedor é uma tarefa homérica. É preciso ser Aquiles para não ser esmagado pelo elefante que é a máquina opressora do governo. Você é praticamente um criminoso por abrir sua própria empresa. O Brasil incentiva o “jeitinho”, motiva a recompensa rápida e fácil, porque longo prazo aqui é praticamente sinônimo de prejuízo. As que sobrevivem de longa data são vacinadas e continuar assim. É por isso que um iPhone jamais saria de uma empresa brasileira. É por isso que o próximo processador quântico jamais sairá de uma instituição brasileira. É mais barato, mais fácil e dá mais lucro importar tecnologia do que criar, mesmo com impostos protecionistas.
Enfim, se meu incentivo é apenas receber um pedaço de papel ao fim de 4 anos, porque alguma lei regulamentadora irá me exigir isso, então fiquem com meu exame de urina, é mais barato.
“Jeitinho”, um orgulho nacional
Como estamos numa espiral negativa, universidades ruins, empresas ruins, estudantes desmotivados, nenhuma tecnologia nova, etc. mais ainda essa ridícula “lei regulamentadora” não faz sentido algum.
Antes de mais nada, uma lei que quer regulamentar algo que não é regulamentável é apenas uma ordem para arrecadar mais fundos para os puteiros de Brasília.
Para começar, nossas universidades – como um todo – são muito ruins. Da mesma forma que inventamos os ‘remédios genéricos’, também inventamos as ‘universidade genéricas’. Todo dia aparece uma Uni* com cursos de 2 anos, aprovados pelo MEC, formando ‘profissionais’. Eles existem justamente pelos motivos que falei acima: como se formar se tornou uma burocracia necessária, o brasileiro foi incentivado a criar meios de burlar a burocracia. Se as empresas querem papel, então é papel que vamos dar a eles, mas pelo menos vai custar menos tempo e menos dinheiro.
Vamos definir o que um órgão desses vai regulamentar. Será considerado software ‘certificado’ todo aquele que for feito por pessoas diplomadas, usar o processo ISO-xpto, passar pelo crivo de um ‘fiscalizador’ autorizado, for feito na linguagem Java e rodar em servidores Windows.
Está muito fácil.
É público e notório que a grande maioria das prestadoras de serviço de software, vulgo ‘consultorias’, são um sub-produto das condições que mencionei acima. Um sub-produto do ‘jeitinho’. Nenhuma delas tem interesse algum em melhorar a qualidade de nada, de incentivar pesquisa, de incentivar formação. Se eles tem centros de ‘educação’ para certificar seus funcionários é única e exclusivamente porque as licitações do governo exigem tais papéis.
São elas que tornam o papel de um desenvolvedor mais difícil ainda, porque o governo não tem competência para liderar projetos de software, todo projeto sai pelo menos uma ordem de grandeza mais caro, e o que se conclui é que essas consultorias são as culpadas. E são mesmo, só que aqui é o feitiço voltando contra o feiticeiro pois foi o próprio governo que criou tais aberrações exatamente com atitudes como essa nova “lei regulamentadora”.
Criar órgãos regulamentadores que não tem absolutamente nenhuma idéia do que regulamentar é exatamente o que eu defino como cabide de empregos, serão mais um corpo de fiscalizadores a se subornar. É mais um custo que toda empresa vai precisar pagar para continuar funcionando. Enfim, será apenas mais um obstáculo na já absurda burocracia que temos que enfrentar todos os dias. Do dia para a noite, como resultado disso, será criada mais uma nova categoria de ‘despachantes’ para burlar essas burocracias. Mais uma nova categoria no direito e mais algum trabalho para advogados.
Que benefícios essa lei trás para …
- os clientes de empresas de software? Nenhum. Se eles já recebiam serviços ruins, vão continuar recebendo, só que mais caro. Se já tinham um bom serviço, vão parar de ter pois muitos dos bons profissionais serão impedidos de exercer e os muitos ruins tomarão seu lugar.
- as empresas de software? Nenhum. Apenas tornará mais difícil contratar bons profissionais, aumentará custos com burocracia, inicialmente talvez até exista uma inflação nos preços daqueles que já tem diploma em mãos. Será apenas mais um custo a se lidar, mais um custo que precisará repassar a seus clientes. Enfim, mais uma ‘encheção de saco’.
- os micro-empreendedores que investem em serviços de software? Nenhum. Alguns precisarão fechar as portas pois seu único diferencial muitas vezes era a qualidade do serviço, mas com regulamentações arbitrárias desse tipo, eles não poderão arcar com os custos (subornos) e, ou terão grandes dificuldades em se adaptar, ou irão eventualmente falir.
- bons programadores? Nenhum. Os que já eram formados, continuam trabalhando mas agora pagando o equivalente a um CREA que além de não lhe proteger em seus direitos ainda irá lhe atacar o tempo todo por nada. Haverá desmotivação à criatividade já que seu trabalho precisará seguir ‘padrões’ arbitrários e ilógicos e eventualmente, o que tiverem condições devem deixar o país.
- os maus programadores? Todas. O que já são formados, acabam de ganhar uma lei protecionista que o beneficiará com ou sem esforço. É possível que passem a ganhar mais. Haverá maior procura e eles ganham cabides de graça onde se pendurar. O que ainda não se formaram vão querer se formar e nesse caso ganham também as genéricas Uni* que vão distribuir papéis a preço de ouro e ficar ricos no processo.
- os atravessadores? Todas. Desde Uni* que receberão mais gente em seus ‘cursos’ de baixíssima qualidade, até os profissionais informais que tem ‘contatos’ com os cabides governamentais e oferecerão saídas ‘por baixo dos panos’ a quem puder pagar por isso.
- os políticos? Todas. Mais cabides de emprego, mais lugares onde empregar familiares e amigos, mais cargos executivos que poderão ser negociados. Mais suborno de lobistas. Mais dinheiro em caixa extraído dos profissionais honestos que pagam impostos e taxas arbitrárias como essa. A maior parte da população será ludibriada novamente porque desconhecem a matéria e eles se elegem de novo. Absolutamente nada a perder.
- a população em geral? Nenhum. A área de tecnologia brasileira já andava devagar de qualquer maneira, será apenas mais um freio. Com sorte não começaremos a rolar para trás, ladeira abaixo de novo.
Programadores
“Bons profissionais não são formados. Bons profissionais se formam. Bons profissionais, no Brasil, tragicamente podem acabar sendo empurrados a serem péssimos profissionais.”
“Péssimos profissionais não são formados. Péssimos profissionais sempre serão péssimos. Não há esperança para eles.”
Não me interessa se uma pessoa é formada ou não. Me interessa se o profissional é de qualidade.
- Um bom profissional estuda e pesquisa por conta própria – já que ninguém o incentiva.
- Um bom profissional está constantemente preocupado com a qualidade de seu trabalho – mesmo que ninguém o recompense.
- Um bom profissional ajuda o próximo – mesmo que ele lhe esfaqueie pelas costas.
- Um bom profissional ainda usa seu tempo livre para participar de comunidades, difundir informação, tentar colaborar para a melhoria da área – mesmo que isso lhe renda uma crise de stress depois.
- Um bom profissional, no Brasil, é um sobrevivente, mesmo com tudo isso ele ainda quer melhorar e tem a habilidade de sobreviver nas selvas.
- Um bom profissional tem que ser praticamente um Chuck Norris.
- Um bom profissional guarda fantasias de ver uma Magnum 44 apontada na cabeça de cada político.
Péssimas pessoas são péssimos profissionais. Todo político, por definição, é um péssimo profissional.
- Um péssimo profissional é um encosto. Faz faculdade não porque quer aprender, mas porque quer o diploma.
- Um péssimo profissional menciona, logo no topo do seu currículo, as 10 certificações que tem.
- Um péssimo profissional dá risada de leis como essas: elas vão melhorar ainda mais sua situação.
- Um péssimo profissional torce pela deterioração do setor, pois no curto prazo ele se beneficia disso.
- Um péssimo profissional adora leis protecionistas, pois elas protegem sempre tipos como eles, afinal quem cria essas leis são, por si só, outros péssimos profissionais.
- Um péssimo profissional é como uma barata: asqueirosa e difícil de morrer. Eventualmente alguns péssimos profissionais viram políticos.
Alguns dizem que sou simplesmente pessimista. Será?







Akita,
Um dos comentários do post que você enviou diz tudo. Comentário do Bruno.
Estou correndo para conseguir meu diploma, mas não por isso sou menos competente que um já diplomado.
Analista/Desenvolvedor/Programador bom é programador experiente, com anos de estrada e desenvolvimento.
“E quanto a “Desenvolvedor”, “Junior”, “Pleno”, “Senior”, “Analista de Negócios”, ou o novo cargo de TI de 2010 ??”
Diz tudo!
Dá uma lida lá nos comentários, ótimos comentários.
[]´s
Menos engraçado e muito mais trágico que esta lei de regulamentação, é ver pessoas que a defendem, considerando-a uma espécie de troféu por ter conseguido seu diploma.
Talvez devêssemos nos preparar para uma época obscura, onde excelentes profissionais serão impedidos de trabalhar. Aliás, a maioria das pessoas que conheço.
Welcome to the jungle.
Leandro,
Não creio que isso aconteça. Um bom profissional sempre será um bom profissional e se a empresa que pretende contrata-lo realmente souber dessas qualificações, este terá sua vaga garantida com ou sem diploma; com ou sem legislação.
Não defendo o projeto. Só não vou dar a importancia que eles querem que seja dada.
Um exemplo disso é o Akita mesmo. Acompanho seu blog a uns meses já, leio posts muito bons e sempre com um conteúdo rico. Só acompanhando o blog se percebe que és um ótimo profissional/programador/desenvolvedor.
[]´s
Juliano,
Quando eu estava escrevendo meu comentário você nem tinha postado ainda ^^. Eu estava falando de outros posts que andei lendo depois que vi este no blog do Akita.
Eu também estou querendo acreditar que as empresas vão contratar pessoas qualificadas, independente de diploma. Mas, por outro lado, a pressão dos órgãos “fiscalizadores” vai ser forte :(
Esse é um tema bem complexo… eu na verdade tenho dois diplomas um de técnico TI e outro de bacharel em SI mas o mais legal é que mais de 90% do que uso no trabalho aprendi na prática e estudando sozinho, e acredito que a maioria também seja assim. Na minha faculdade da minha sala acho que quando formamos umas 4 ou 5 pessoas apenas eram realmente compententes e 4 dessas pessoas também tinham feito curso tecnico o que garantia um minimo de 4 anos de experiência. Ou seja, faculdade não forma profissionais, forma teóricos e ainda por cima bem ruins pq poucos alunos vão afundo nas teorias ensinadas nas aulas…. Não acho que regulamentar va resolver muita coisa, mas tem uma coisa que discordo da maioria das pessoas… É absurdamente a qualidade rídicula de softwares que temos no mercado, em todas as áreas onde é possível empregar um software a maioria absoluta é horrivel e nosso mercado tem uma história de atrasos e fracassos gigante… portanto acho que um programador tem responsabilidade semelhante a de um engenheiro mas com a capacidade de poder refazer seu projeto quando apresentar erros ou precisa de melhorias.
Uma coisa é certo, boa parte dos bons profissionais não tem diplama e não podem ser impedidos de trabalhar… Mas também temos um mercado cheio de sobrinhos e profissionais desinformados, incopetentes e irresponsaveis, porém com certeza a legalização não vai tirar essas pessoas do mercado pois ninguem vai denunciar e nem o governo vai fiscalizar estas pessoas.
A minha conclusão é que regulamentar só vai excluir os bons profissionais e manter os ruins no mercado mas é um tema meio complexo para prever tudo que vai acontecer com essa lei em vigor.
Quando eu ainda estava na faculdade me lembro de uma lei parecida que previa que pessoas com mais de 4 anos de experiencia poderiam continuar trabalhando, hoje não sei como anda mas se perdermos pessoas de qualidade pq não tem diploma vai ser lastimavel mas também não sei ter um sindicato seja uma idéia ruim.
Que Ridículo!!! Essa “regularização” so pode ser mais uma das piadas que saem da boca dessa cambada… Ou esse $#%# esta querendo criar polemica pra ter seu nome na mídia e fazer seu “nome”... O Daniel foi extremamente feliz, um bom profissional não sai de faculdade nenhuma, ao menos aqui no brasil (o ‘b’ foi em minusculo de proposito), ele se cria, se lapida, sendo assim não é diploma algum que prova sua competência.
Pior é que agente paga o salário desses “uns”, que supostamente deveriam cuidar dos interesses da nação, mas que na realidade….......
A idéia, de modo geral, é até muito válida. Infelizmente os encarregados já estão pensando em burocratizar todo o processo. Muita gente só pensa em PAPEL. Se a tal regulamentação entrar em vigor, temo que nossa área se junte a muitas outras, onde, infelizmente, as pessoas só observam os papeis (diplomas, certificados, certificações, etc). Ninguém dá o valor correto às idéias, experiências ou os resultados para a empresa onde o dito cujo trabalhou… Enfim, nossa área é fantástica, apoiada sob coisas boas como criatividade, liberdade, prazer no que se faz e o sentimento de que podemos revolucionar tudo que está ao nosso redor. Não se precisa de papel para revolucionar as coisas, para ser criativo, para ser um excelente profissional. O papel (seja diploma, certificado, certificação, etc) é IMPORTANTE, mas não ESSENCIAL. Um projeto como esse vai engessar os processos de contratação pois muitas empresas corporativas e burocráticas vão ficar felizes em poder aplicar processos ainda mais burocráticos para contratar profissionais que a cada dia vão entendendo que ter papel é mais importante que ter conteúdo. Então vai crescer a demanda por certificações e cursinhos e o resultado final vai ser um bocado de profissionais qualificados sem experiência (a não se na profissão “Estudando para concurso…”) ocupando lugar de gente criativa que batalhou e que realmente entende do assunto, mas não tem como provar (da forma burocrática). O que quero dizer é que o que importa em um artigo é o CONTEÚDO, as IDÉIAS, as EXPERIÊNCIAS e não somente as referências bibliográficas e citações. Alguns desses políticos são aqueles tipos de pessoa que só avaliam as referências bibliográficas.. Entendem!? Tudo é reflexo da burocracia e do apego ao papel em todas as suas formas.. Não consegui me expressar direito mas é isso aí. OBS.: hhahaha, tenho um gabinete velho e dois discos semi-destruídos (pelo meu irmão mais novo – ele consegue abrir HDs só com algumas ferramentas toscas!) que vou mandar para eles!!!
Eu estava quebrando a cabeça (e ainda estou) para definir conteúdo para meu blog. Gostaria que meu primeiro post fosse sobre algo que me desse prazer em escrever. Mas, como é difícil ficar quieto quando correm atrás de você com um facão nas mãos, decidi ‘abrir’ o blog para expressar minha opinião à respeito deste desagradável assunto.
Parabéns, Akita, por sua postura.
[]’s
Sabem o que mais me assusta? A quantidade de pessoas que é totalmente a FAVOR de cabrestos como esse!! Eu procurei na internet e tem vários outros sites e blogs comentando e muitos deles são a favor desse tipo de burrice. Como pode???
Akita,
Realmente este tipo de regulamentação não faz sentido e felizmente acredito que esta nova tentativa de regulamentar a área não vai dar em nada mais uma vez. A comunidade científica da computação brasileira já discute este assunto desde a década de 70 e Projetos de Lei do gênero vem surgindo ou sendo reformados de 1981, desta forma a polêmica é antiga:
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=107&content=news&id=5982
Vale lembrar que a Sociedade Brasileira de Computação já se manifestou contra mais esta iniciativa enviando correspondência para o Senado Federal se posicionado sobre o assunto:
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&content=news&id=6587
Existe uma lista já bem antiga que trata este assunto, para quem interessar:
https://grupos.ufrgs.br/mailman/listinfo/profi-l
Fábio, tenho acompanhado vários blogs e o seu, em especial, há algum tempo desde que me interessei por ruby on rails. Até hoje não li um texto sequer que fosse tão exclarecedor e em que eu concordasse 100%, esse é o primeiro. Parabéns pelo ótimo texto. E apoirei qualquer manifestação contrária a mais essa aberração dos vagabundos do congresso e do vagabundo-mor lá do palácio do planalto. Realmente o Brasil não tem mais jeito, infelizmente.
Nós precisamos é de meios para garantir que somente os bons profissionais tenham espaço no mercado e essa lei não ajuda nada nesse sentido.
A culpa do mercado de “sobrinhos” que fazem site e programadores de banca de jornal é de quem contrata esse tipo de “profissional”.
Ah, aqui temos um outro apelido para isso que você nomeou Uni*: UniEsquina. :)
Excelente post Akita, meus parabéns, estou sem palavras e concordo completamente contigo
Concordo,plenamente com seus argumentos. desenvolvo a 5 anos, e sempre gostei de “correr atrás” foi assim com oop,design patterns etc.. ou seja eu sempre estou tentando “me formar”, coisa que muita gente q esta na faculdade não faz.. vejo essa lei como mais um grande cabide de empregos e impostos pro governo,favorencendo ainda mais as faculdades particulares
Bruno resumiu tudo. E o Lucas Húngaro definiu os estereótipos corretos. Com essa regulamentação, os “sobrinhos” e programadores de banca de jornal vão ocupar lugar de gente muito competente e experiente que não tem papel (diploma, certificado, certificação, cursinhos) suficiente para “provar” que é bom.
Este post do Paulino Michelazzo é destruidor! Se o cara, mesmo após o ler, continuar defendendo esta lei, é porque merece sofrer todas as suas conseqüências.
Akita,
Também não concordo com a lei de regulamentação atual. Porém creio que seja necessário regulamentar a profissão dando abrangência aos profissionais que não são graduados, e aqueles que são graduados em cursos que não são da àrea de computação porém nela atuam.
O grande problema que vejo na falta de regulamentação está na falta de parâmetros salariais que acaba gerando um mercado prostituído, o que beneficia profissionais medíocres e prejudica aos profissionais que cobram valores justos por seus serviços.
De qualquer forma, a legislação que está sendo discutida não contempla as situações que descrevi acima e não deve ser aprovada.
Abraços!
@Felipe, regulamentação não tem muito a ver com salário, a menos que sua visão seja que ela sirva para cortar pessoas do mercado.
Da forma como ela está hoje, na média, não tenho visto problemas salariais não. Os bons profissionais que conheço estão ganhando o que merecem (e não é de mão beijada).
@Felipe: regulamentação não ajuda nada nisso. Minha noiva é fisioterapeuta, filiada ao CREFITO e tenho amigos e conhecidos cujas profissões também são controladas por conselhos regulamentadores. Existem pisos salariais definidos por esses conselhos e, adivinhe, eles não são respeitados.
Mais uma vez: a culpa disso é de quem contrata. Uma empresa/pessoa precisa de uma aplicação e pode decidir se contrata um bom profissional que cobra x ou se contrata o sobrinho de um amigo que cobra x/10. A maioria escolhe a segunda opção.
Fala Japa! Essa discussão é bem mais que simplesmente sobre ter diploma ou não. É muito mais amplo que isso, porém essa regulamentação DA FORMA QUE ESTÁ é ruim.
Será mais uma lei que não deverá ser levada a sério.
Como sempre, escreveu com objetividade e conteúdo muito completo. Diria até que você seria um político (no quesito ‘argumentos’).
Tudo o que escreveu mudou minha forma de pensar, talvez fosse limitada ou desprovida do conhecimento necessário para ter a visão que você têm.
Mas não vejo o por que de se preocupar, caso esta lei seja aprovada, o ‘jeitinho’ será aplicado e tudo de resolverá.
Profissionais ruins e profissionais bons sempre vão existir. Basta cada um saber o que fazer com os recursos/tempo que lhe é dado.
Na minha opinião, permitir que um Padeiro (não desmerecendo a profissão) poder exercer a profissão de Analista de Sistemas é exagero (Generalizei o caso “garotos de programa’ vendem sites por 50,00”). Não ter um teto salarial decente (Programador ganha de 450,00 à 10.000,00), também é exagero.
Regulamentar faz parte. Mas existem tantos poréns que talvez não valha a pena no momento.
Acho correto pensarmos em regulamentação de todas as profissões e cargos. Principalmente a de SENADORES, DEPUTADOS, GOVERNADORES, PREFEITOS, VEREADORES E PRESIDENTE. Para que sejamos justos, afinal qquer programador ou técnico dedica muita mais horas de pesquisa e estudos para ser bom, do que qquer um dos nobres cargos mencionados.
Akita,
Aqui no ES a realidade não é a mesma de SP, RJ ou qualquer outro estado. Sei que aí os bons profissionais ganham bem, o que não ocorre por aqui, onde as médias salariais não são ruins, porém não são tão boas quanto por aí.
Conselhos são sim úteis em termos de regular salários, e são úteis também em outros sentidos.
Cito como exemplo a OAB aqui do ES que é extremamente atuante, promovendo diversos cursos, indo a público defender seus afiliados, e oferecendo benefícios como planos de saúde muito mais baratos aos mesmos.
Quanto à falta de cumprimento à regulamentação de uma profissão, isso é um problema advindo da falta de exigência dos próprios profissionais (como fisioterapeutas) em fazer cumprir a legislação.
Enquanto não houver uma regulamentação descente, o filho do seu Zé vai sempre fazer o site com valor/10, já que o seu “Toim” não entende nada do assunto e o negócio dele é ver um site na Internet.
Tudo bem que não são estes que vão tomar a vaga de quem está inserido no mercado desenvolvendo atividades muito mais complexas ou lidando com clientes maiores, porém o que mais se vê por aqui são empresas contratando 4 estagiários ao invés de contratar 1 analista, e oferecendo salários vergonhosos.
Isso com certeza poderia ser fiscalizado se houvesse regulamentação.
Como disse, não sou a favor da lei que foi aprovada, mas a regulamentação é um ciclo natural. Educação Física foi regulamentada há pouco mais de 8 anos, e não conheço nenhum professor de educação física que esteja insatisfeito com seu conselho.
Nem a OAB, nem o CRM convocam greves, porém médicos e advogados (bons) ganham muito mais que cientistas da computação (há poucas excessões).
Abraços.
Minha esposa é formada em Ed. Física… A única coisa que serve o tal do CREF é tomar uma grana anual… Pois não regulamenta nada, não cobra nada e só atrapalha…
Brasil, país das coisas complicadas… Pra q simplificar se podemos complicar né…
Akita,
Apenas complementando, pelo que estou lendo nos comentários, o que me parece é que aqui no Espirito Santo os Conselhos funcionam muito melhor que aí em São Paulo. Talvez pelo fato de o estado ser menor isso ocorra, mas o que vejo aqui são os conselhos fiscalizando mesmo o funcionamento de suas respectivas profissões e promovendo evento para seus profissionais.
Abraços!
Também sou contra, mas antes de exporem uma raiva exarcebada em cima de políticos, não esqueçam que somos nós que os elegemos.
brincadeira!! assim fica complicado pra quem quer ser um bom profissional. parabens pelo post akita! valeu.
@gabriel: garanto que eu não votei em absolutamente nenhum dos políticos que está nessa lista :-)
Tu já pensaste em encaminhar esse post pro tal do senador Expedito Júnior? Porque se precisar de apoio, tem de quase todo mundo da área, inclusive o meu, que já estou amarrada ao CREA.
Akita eu concordo em gênero numero e grau. com toda a discussão. Porém criemos outra:
Algun de vocês ja assinou um laudo médico sem estar no conselho de medicina ?
Algum de vocês já defendeu alguem em algum julgamento sem ser da OAB;
Ou talvez defender uma cláusula trabalhista por cálculos errados sem ser do CRC?
temos que pensar na melhor forma defender o conhecimento independente de ser diplomado ou não !!
o que vcs acham ??
@rodrigo, como eu já disse antes. Programador (e afins) não tem absolutamente nada a ver com médicos, advogados, etc. Essa é a falácia e o ponto central da discussão.
Como o renato disse, também não tem a ver com abolir completamente diplomas para programadores ou coisas do tipo. Não é essa a discussão.
Exemplo simples, você é usuário de open source? Se for eu acho que você deveria jogar seu Linux fora, afinal existem muitos adolescentes e não formados (Marcelo Tosatti, p. ex.) envolvidos. Portanto, segundo a “lei” é um produto sem qualificação.
Por outro lado, na equipe do Windows na Microsoft tem dezenas de pós-graduados, doutores, etc. Isso torna o Windows um produto ‘qualificado’ e portanto você deveria confiar nele totalmente.
Se deixar, esse tipo de discussão toma rumos absolutamente nada a ver.
Pra você ter uma idéia, eu não sou formado, porém para atuar nessa área eu já sou obrigado a pagar uma taxa sindical anual. Pergunte-me se alguma vez esses caras fizeram alguma coisa por nossa área senão nos cobrar taxas?? Para que mais conselhos reguladores agora? Apenas para retirar a fatia deles do bolso.
O objetivo dessa proposta de lei é única e exclusivamente a criação de cabides públicos de emprego. Não existe absolutamente mais nenhum outro objetivo utópico como “melhorar a qualidade da área”, “melhorar a condição dos programadores” bla bla bla.
Você leu a proposta de lei??
Excelente post. Me lembrou da seguinte frase de Eric Raymond:
“Computer science education cannot make anybody an expert programmer any more than studying brushes and pigment can make somebody an expert painter.”
É realmente mais do mesmo, aqueles não formados aumentando o coro do “Não à regulamentação” e aqueles formados pelo “Sim à regulamentação”. Isto é nada além do que CADA UM LEVANDO A SARDINHA PARA SEU LADO.
O que é mais ridículo é ver a “raivinha” extremista de cada um dos lados e ver quão infante sois.
Não acho que regulamentacão é o caminho… Só pra constar estou no quarto (e possivelmente) último ano de ciência da computacão, e absolutamente, não concordo com a lei assim com esta!! Se for pra regulamentar, se não tiver outro jeito, o melhor, é um exame, semelhante ao da OAB…
E até exame não serve para nada. Vide certificações. Existe todo um sub-mercado focado em ensinar os estudantes a passar em provas. O problema de exame é que o foco fica sendo no exame, truques, padrões e coisas assim, em vez do foco ser no conteúdo em si. Me lembra dos cursinhos …
Exame ? Existe o POSCOMP, mas em 75 questões a média, todo o ano, gira em torno de 20~25. Para se ter uma idéia, um valor excelente para processo de seleção para Doutorados como, por exemplo, na UFMG é de 35.
Se houver a necessidade de um exame ao final do curso, isto só irá mostrar o quão depreciado está o ensino.
Vejo muitos bacharéis em Cienc. da Comp., eu mesmo, com um certo desamparo, principalmente em concursos públicos os quais definem que uma dada vaga pode ser preenchida por formados em “Áreas de TI e correlatas”, ou seja, a grosso modo, qualquer um que botou a mão em um mouse durante a graduação.
Outro ponto importante e conturbado seria a definição de uma linha de corte, ou seja, quem estará incluso na regra e quem ficará de fora não apenas pela formação acadêmica. A Computação é uma área que teve suas origens na elétrica e matemática, portanto, a maioria dos professores que tive não vieram da Computação. Tem-se que pensar que a formação valeria da mesma forma que um X número de anos na profissão para que, desta forma, professores como os citados e profissionais que já atuam não fiquem “desabrigados”.
De qualquer forma, gostando ou não esta linha de corte existirá se a proposta for aprovada. Além do mais é importante colocar nas nossas cabeças que NÃO HAVERÁ UMA SOLUÇÃO QUE AGRADE A TODOS.
Kara sem cometários, porque não fazem uma lei para a população pode processar os politicos que roubam e tal
essa lei não traz nenhum benefício para área de T.I no brasil
sem comentários
senador atoa mesmo aposto que nem é formado e quer inventar onda
Cara, concordo com absolutamente tudo o que vc escreveu, eu penso nessa linha também, mas acho que ainda não conseguiria cobrir tanto sobre tecnologia e até mesmo sobre Brasil…
Obrigado []s
@rodrigo pinto: além de ser justamente a falácia que o Akita desbanca no artigo, digamos que você precise de uma cirurgia e eu chegue pra você com um número do CRM dizendo que sou cirurgião. Isso basta? Ou você vai procurar saber mais sobre mim, sobre minhas qualificações, sobre cirurgias que já fiz, conhecer meu consultório etc? (só consultar o número num site também não resolve… posso muito bem ter pago pra algum funcionário corrupto colocar isso lá).
Um outro detalhe: a OAB é um caso bem diferente, pois é uma entidade auto-reguladora (se é que existe essa palavra).
Anyway, nossa área é bem diferente dessas. Diplomas e certificados não garantem nada. Faltam dois meses pra que eu termine minha graduação e digo que minha experiência trabalhando e vontade de aprender valeram muito mais do que as aulas da faculdade. Da turma que se forma comigo, considero, no máximo, uns dois ou três como bons desenvolvedores.
@Rodrigo Pinto
Cara, acho que nos estamos inseridos em outro contexto. As referências podem sem suficientes como o Lucas disse. Acho que o dinamismo e colaboração da nossa área já está influenciando, aos poucos, o mundo dos negócios, e a partir daí vai começar a influenciar outras áreas também. Eu li esse o livro “A Nova Desordem Digital” recentemente e gostei, talvez vc(s) goste(m) também:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2138691&sid=01524513710316751934107367&k5=2E09622A&uid=
Abraço!
O pior é que o Expedito Junior, que é o descupado e autor desta lei, é senador de Rondonia !!!!!!! Nada contra o estado de Rondonia, mas ninguem vai me convencer que ele está propondo essa lei idiota para atender aos “anseios da população de Rondonia”, ou que a lei é essencial para o desenvolvimento economico da poderosa “industria de informática” do estado. Ele nem pode dizer que é da área, ele é politico profissional desde os 21 anos!!!!!!!! Ou seja, um sujeito que não atua numa área, o estado dele está cagando e andando pra área (pq não é importante economicamente para região) e ele cisma de meter o bedelho por que?? PQP!
@Marcio
Lobista? Será que vão abrir alguma filial de faculdade “analista” express em Rondônia? Ou ele está trabalhando para atender interesses de gente de outro estado?
Realmente é inacreditável que isso esteja acontecendo aqui no Brasil. Poxa, uma área onde o mercado pode perfeitamente “regular” a área, querem que espertinhos ganhem dinheiro às custas do profissional que trabalha honestamente. Não sou contra a formação universitária, aliás estou inclusive concluindo a minha.esse semestre, pois a formação aumenta e estimula conhecimento, mas querer controlar (essa é a melhor palavra) os profissionais da área é no mínimo ridículo.
Vou dar minha contribuição aqui, para deixar claro aos que defendem essa regulamentação de profissão:
Senhores, sindicato só serve para proteger desempregados com dinheiro de empregados, e ainda assim faz isso muito mal. Já sabemos que quem fica desempregado na área de informática por muito tempo é um tremendo incompetente, vagas tem aos montes e isso é uma vantagem. Quem for a favor de regularização nada está mais fazendo do que sustentando vagabundo, ou pior, querendo ser sustentando por quem está empregado.
Revejam seus conceitos. Computação é COMMODITY, atinge todos no níveis da sociedade, horizontal e verticalmente. Fazer reserva de mercado para algo que está “infectado” em TODO o mercado é estupidez.
T+
Æ!!
Já tinha visto nos meus Feeds esse post, mas resolvi não comentar, mas depois de ouvir a conversa no Podcast resolvi dar a minha opinião por aqui tambem. Geralmente quem não tem diploma tende a cair pelo lado dessa “regulamentação”, por que alega que estudou e não sei o que lá mais…Mas realmente seria uma grande perda para a área de informática que os autodidata não pudessem entrar no mercado por causa de um simples canudo sendo que eles podem realmente provar que são melhores! Antes de conhecer mais sobre essa tal regulamentação achava que poderia não afetar muita coisa…Mas lendo mais sobre ela, vejo que vamos ter muitos profissionais desqualificados perdidos pelo mercado de trabalho… Hoje tenho diploma de técnico e estou cursando SI, e na sala da faculdade vejo pessoas que vão terminar ( se terminarem ) para pendurar o diploma em um quadro e continuar trabalhando com outra coisa, pois não serão competentes para o mercado…
Essa lei muda completamente essa situação, onde esses “manés” que simplesmente terão o “canudo” estarão no mercado de trabalho e pessoas que realmente são bons estarão fora até que façam a faculdade…
Como disse o Carlos…”Tenho tudo para estar a favor, mas sou contra”.
Há braços
Quem está no mercado, continuará. Direito adquirido. Já aconteceu com contabilistas. Os antigos técnicos operam de igual com os contabilistas podendo até abrir suas consultorias e assinarem por empresas. O autor do blog está sendo apocalíptico. O mal formado ficará sem emprego, o bom terá sua reserva de mercado. Obras de engenharia podem conter problemas. Testes são feitos, mas não garantem que um erro não ocorreu.Assim temos bugs, testes e responsabilidades em qualquer caso. Nossa arte é próxima a do arquiteto. Tem complexidade sim, vão das exatas às humanas e se escora nas biológicas(inteligência artificial, redes neurais,engenharia de software,engenharia de requisitos, semiótica, pesquisa, direito autoral …). Mudanças geram discussões. O mercado se encarrega do joio e do trigo. Vamos caminhar juntos rumo ao futuro.
Belo texto e belos comentários. O que será que podemos fazer para reverter esta situação?
A questão é de ter um ponto de referência e de multiplicação dos potênciais do profissional interessado em exercer a função creio que ter orgãos reguladores e de Conselhos seja sim um instrumento de verificação e de apoio ao profissional interessado e a todo aquele que recebe os serviços deste profissional. Além, destes orgãos, sim servir para que seja mais uma referência para que os autoditadas se norteiem em mais uma base de referência… Em resumo é mais um instrumento de melhoria contínua que precisamos ter para ser responsáveis como profissionais e como sociedade onde toda esta maquina necessita utilizar os potênciais de cada individuo em seu espectivo lugar…
Olá a Todos! Como tudo na vida. Não existe certo nem errado. Existe o ponto de vista. Se nem Jesus Cristo agradou a todos porque algo que vem para “Normalizar” / “Regular” agradaria? Acho o tema pertinente. Acho válido todo e qualquer meio de regulamentação, padronização ou mesmo notações. Pessoas estudam anos aprimorando meios de se aproximar a “modelos” de sucesso e ainda assim são questionadas sobre estas técnicas. Mais uma vez frizo o fato das ponderações sobre certo e errado. É fácil notar que defendo o projeto. Por diversas razões. Um dia fui profissional na área sem um diploma e já me considerava melhor que muitos colegas graduados. Nem por isso me acomodei. Dei prosseguimento a um curso de graduação assim como uma pós um mestrado e darei prosseguimento a um doutorado em breve. Porque? Por valorizar a área. Valorizar os conceitos e acredito que o bom profissional com certeza “se forma” na área. Não se prende apenas aos cursos de curta duração. Ele procura o conhecimento onde quer que ele esteja. E uma faculdade é o local mais apropriado para isso. Tenho poucos exemplos de colegas formados que hoje atuam. A própria seleção natural os exclui. Mesmo porque sei que eles não tomarão as vagas dos que ainda não conseguiram seus canudos, pois não possuem capacidade de interpretar um algoritmo simples. Mais entendo que o projeto de lei defende e garante o esforço e anos de abdicação de festas, amigos etc. Não concordo um advogado com especialização em TI concorrer a uma mesma vaga de concurso comigo. Mesmo porque eu não concorro a uma mesma vaga dele, independente da minha especialização em Direito. Quero que percebam que este projeto defende aos que realmente estão preocupados com o crescimento e a titularização. Então sugiro aos excelentes profissionais que estão no mercado. Que muitos são especialistas apenas em uma linguagem, mais não são capazes muitas vezes de discutir sobre processos, qualidade de software ou o que seja metodologico. Simplesmente pelo fato de terem feito 6 meses em um curso específico de programação mais não tem nem em mente como uma linguagem de baixo nível compila por trás de seu monitor. Ele pode ser um excelente profissional naquele pequeno universo que se empenhou a aprender. Mais não é correto estar a frente de nenhum profissional que antes de assumir uma cadeira de analista/programador acreditou investir nos conceitos que são base para investir em uma carreira de sucesso. Não se prendam aos poucos exemplos de profissionais não graduados que existiram até hoje. Mesmo porque os que ainda são exemplo não tiveram oportunidade de se fazer uma faculdade em suas épocas de “auge tecnológico”, não se tinham faculdades, por isso a medida ainda defende os que atuam na área com comprovada experiência de 5 anos, justamente para não desmerecer estes profissionais. Não se neguem a aceitar medidas que chegam para defender justamente os que se empenham no ramo. Os maus profissionais sempre existirão em todas as profissões, e eles não podem ser postos como parâmetro para se excluir medidas de proteção. Notem que a forma que esta hoje, não impossibilita que um técnico vire meu supervisor apenas pelo fato dele ter um pouco de conhecimento e ser sobrinho do presidente de minha empresa. Este tema merece mais uma análise sobre todas suas ponderações do que criticas como tem acontecido. Contribuam. Não sejam parte do problema! Grande abraço a todos. comentários : adrianolima22@yahoo.com.br
meus Deus, esses bandos de incompententes que fazem um curso de supeior ,agora,estão com medinho!!!
ashaushaushas
vamos alanvancar esse projeto de lei!